Afinal, o que esperar da educação pós-pandemia?

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O coronavírus não causou prejuízos apenas a empresas, comércios e pessoas que perderam entes queridos. Todos foram afetados de alguma maneira, e certas adaptações foram — e provavelmente continuarão sendo — necessárias para encarar esse novo contexto. A educação pós-pandemia é um exemplo disso.

A suspensão das atividades presenciais nas escolas foi um dos mais impactos significativos na sociedade. As instituições que já estavam mais acostumadas com o ambiente virtual saíram ganhando, se é que podemos falar em ganhos nesse momento tão delicado.

De qualquer forma, a importância da transformação digital ficou evidente. Vamos falar sobre isso? Conversamos com Gustavo Hoffmann, Diretor do Grupo A e especialista em ensino híbrido, para trazer uma leitura ainda mais interessante para você. Confira!

Como a pandemia afetou a educação e as instituições de ensino

A necessidade de distanciamento social para tentar segurar o contágio pela Covid-19 fechou as escolas e suspendeu as aulas presenciais. Os recursos tecnológicos passaram a ser a única solução para continuar com as atividades de aprendizagem e não interromper de vez o ensino.

É verdade que muitas instituições já apostavam na educação a distância, oferecendo cursos EAD ou semipresenciais. Contudo, essa era uma realidade mais comum no ensino superior, enquanto a educação básica encontrou o enorme desafio de levar a sala de aula para o meio digital.

O ensino híbrido e adoção de tecnologias educacionais já eram tendências, mas não podemos negar que a pandemia acelerou isso tudo. Inclusive, muitos gestores e professores que tinham resistência a esse processo se viram em um caminho sem outra saída a não ser começar a usar as tecnologias.

Diante de tudo o que vem acontecendo, a aposta de Gustavo Hoffmann é que “não vamos voltar para um modelo de educação igual ao que a gente tinha antes“. Isso vai acontecer pelo fato de passar por um maior aporte tecnológico, pela quebra das resistências (até por falta de alternativas), pelo aprendizado de ter que lidar com as ferramentas tecnológicas, e tudo isso deve deixar um legado que vai contribuir com o estabelecimento de um novo cenário no período pós-pandemia.

Como alguns países estão retomando o ensino presencial

Aqui no Brasil, os encontros presenciais ainda não foram retomados e apenas fazem parte dos planos dos governos. Porém, temos que considerar que o avanço da doença no nosso país foi um pouco tardio se comparado com os países da Europa, por exemplo.

No continente europeu e em outros lugares do mundo, a retomada do ensino presencial já tem acontecido. Dinamarca, Holanda, França e China são alguns exemplos que fazem parte desse grupo. Levando em conta que ainda não temos uma vacina e que o vírus ainda representa um grande perigo, todos os cuidados são importantes para que esse processo aconteça com os menores riscos possíveis.

Gustavo destaca alguns pilares que devem fazer parte do planejamento de volta às aulas presenciais. São medidas de:

  • higiene;
  • distanciamento social;
  • monitoramento de sinais vitais;
  • barreiras físicas para evitar o contágio.

Esses devem ser os focos de atenção para que a retomada não cause novamente uma explosão de casos. Em algumas escolas, acontece uma desinfecção total dos espaços diariamente ou a cada dois dias. Outra adaptação é disponibilizar álcool em gel e aumentar o número de torneiras no campus para facilitar a higienização.

Em relação ao distanciamento, há muitas opções que ajudam a evitar aglomerações e podem facilmente ser colocadas em prática, como:

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  • alternar horários de início e término das aulas;
  • fazer revezamento de turmas por dia;
  • aumentar o espaço entre as mesas de cada estudante;
  • manter o isolamento da população de risco.

O monitoramento se refere aos testes de temperatura para selecionar as pessoas que apresentam alguma variação suspeita e que possam oferecer risco. Existem até equipamentos muito modernos que conseguem fazer essa medição por câmeras de segurança.

Já as barreiras físicas são as máscaras, por exemplo. Há instituições que instalaram painéis acrílicos nas mesas e fecharam ambientes com maior probabilidade de risco, como espaços muito pequenos ou que favorecem a transmissão (como um parque onde todas as crianças colocam as mãos nos objetos).

Apesar de existirem inúmeras possibilidades, o grande desafio é montar um plano estratégico que seja adequado e eficiente para a realidade de cada um. As escolas brasileiras podem aproveitar referências de fora, mas pode ser que muitas medidas não funcionem como era esperado, e o acompanhamento dos resultados para a realização de ajustes é mais uma tarefa essencial. E, claro, com todas as dificuldades, a tecnologia não pode ser deixada de lado.

O que esperar da educação pós-pandemia

Mudanças são o que mais podemos esperar, e elas devem ser acompanhadas de uma grande disposição para transformar positivamente o sistema educacional. Especialmente as instituições de ensino precisam se preparar para isso, investindo em capacitação (dos professores e de toda a equipe) e infraestrutura.

Mesmo que os encontros presenciais voltem a acontecer normalmente, esse período de pandemia trouxe muitos aprendizados. Percebemos como alguns ajustes podem oferecer benefícios para a qualidade do ensino. Isto é, existem oportunidades de melhorias, e elas devem ser aproveitadas.

Nesse contexto, Gustavo ressalta que “a tecnologia é o meio e não o fim”. Ela é um meio catalisador que facilita a vida do professor e dos alunos; logo, fazer essa integração do ensino a distância é um caminho sem volta.

Outra ideia que o Diretor do Grupo A considera fundamental é revisar o currículo dos cursos, pensando no desenvolvimento de competências e habilidades relevantes para o futuro profissional dos estudantes. As metodologias também precisam ser atualizadas para melhorar a eficiência da aprendizagem, com destaque para opções como a sala de aula invertida. Para ele, os modelos de ensino que não forem renovados poderão ter sua sobrevivência colocada em risco.

Confira, a seguir, o webinar com tema: EaD, Gestor e Sustentabilidade, neste momento de pandemia!

Como o uso de tecnologias pode ajudar as instituições

A vantagem de investir em tecnologia é realmente viabilizar e facilitar todas as mudanças. O ensino híbrido é uma alternativa interessante por combinar os benefícios do ensino presencial e de EAD. O desafio é fazer com que isso seja o mais atraente e interativo possível para engajar os alunos.

Os recursos tecnológicos possibilitam um aprendizado mais personalizado, permitindo que o professor acompanhe o itinerário formativo de cada aluno e ofereça um suporte direcionado. Sem contar a facilidade de acessar conteúdos a qualquer hora e de qualquer lugar, que garantem uma rotina de estudos com mais flexibilidade e autonomia.

Além disso, uma instituição que ainda não passou pela transformação digital certamente tem algumas dificuldades de comunicação nos dias de hoje. Se você ainda tem dúvidas disso é porque não sabe a diferença que um sistema de gestão educacional é capaz de promover. Inclusive, essa é uma ferramenta que já tem ajudado muitas escolas a se estruturarem para a realidade da educação pós-pandemia.

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