como e por que criar ofertas de EAD

Como e por que criar ofertas de Ensino a Distância (EAD) para captar mais alunos?

O Ensino a Distância pode ser a solução que a sua instituição de ensino procura para captar mais alunos.

Como a tecnologia permite a diminuição de gastos, ao mesmo tempo que possibilita acesso a um mercado maior, ampliando a sua área de abrangência e, portanto, a quantidade de alunos matriculados, o uso da tecnologia pode fazer com que seus resultados sejam melhores sem que haja perda de qualidade na educação.

É isso o que pretendemos mostrar a você neste artigo. Entenda como funciona essa modalidade e o que é necessário para que ela comece a dar bons resultados. Sendo assim, confira.

O EAD

O Ensino a Distância (EAD) é uma modalidade que possibilita ao aluno os mesmos benefícios do ensino presencial sem que ele precise, necessariamente, ir até às unidades de ensino para acompanhar as aulas.

Nela, o diferencial é poder usar a tecnologia para exercer esse papel, ou seja, de casa, o aluno pode ter acesso ao conteúdo do curso e todas as atividades, imprimindo o ritmo de estudos que julgar mais adequado, inclusive escolhendo os horários de acordo com as suas possibilidades.

Trata-se de modalidade que se expande cada vez mais no mundo todo a ponto que já se fala em Educação sem necessidade de especificar se é presencial, a distância ou híbrida. A mais popular, na verdade é a modalidade híbrida que mistura atividades presenciais e a distância.

Para cursos de graduação e pós-graduação é necessário seguir a regulamentação, mas há uma infinidade de cursos de aperfeiçoamento, de atualização tecnológica, de especialização que podem ser oferecidos independente do reconhecimento do MEC.

Se a sua instituição ainda não utiliza EAD, está mais do que na hora de começar a introduzir essa modalidade de ensino porque ela tende a ser dominante no futuro próximo.

Regulamentação

A regulamentação exige que o curso tenha mais de 70% de seu conteúdo desenvolvido de maneira que professor e aluno não estejam ocupando o mesmo espaço no momento da aula.

Além disso, cabe ao Ministério da Educação (MEC) autorizar as instituições de ensino a oferecerem cursos nessa modalidade, independentemente da área, seja no ensino médio ou superior.

O Decreto 9.057/2017

Para uma instituição de ensino disponibilizar ao aluno um curso a distância, é preciso, primeiramente, cumprir as exigências básicas do MEC. O Decreto 9.057/2017 serve como parâmetro principal para definir suas ações.

Nele, consta que:

  • é permitido às instituições de ensino superior (IES) fazerem o credenciamento para cursos de EAD sem que haja o credenciamento para os mesmos cursos presenciais, ou seja, sua unidade não precisa necessariamente oferecer um curso de História na modalidade presencial para ter um curso de História na modalidade EAD;
  • as IES públicas são automaticamente credenciadas para ofertar cursos de EAD, devendo se recredenciar em, no máximo, cinco anos após terem oferecido o primeiro curso;
  • esse credenciamento deve ser feito no MEC, que exige também que todas as instituições mantenham cursos de graduação em funcionamento, impedindo a oferta somente na modalidade de pós-graduação lato sensu.

O MEC disponibiliza uma lista com os Polos Credenciados para EAD. Para fazer parte deles, é preciso seguir os procedimentos a seguir.

Busca de autorização

Cabe à IES procurar o MEC para cumprir com todas as exigências legais para obter a autorização para ofertar um curso a distância.

Universidades e Centros Universitários que têm autonomia não dependem dessa autorização, precisando somente informar à Secretaria competente os cursos que oferecem para que possam ser supervisionados, avaliados e reconhecidos.

O processo é realizado de acordo com cada curso, sendo que, nos casos de Direito e da área médica, é preciso contar também com o aval do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e do Conselho Nacional de Saúde, respectivamente.

Você pode ofertar cursos sem passar por esse procedimento, entretanto, sem a autorização do MEC, eles serão considerados como cursos livres.

Validação do diploma

Quando o curso de graduação tiver completado 50% da carga horária, a IES deverá solicitar o seu reconhecimento. Ele é condição para que os diplomas sejam certificados em âmbito nacional.

É sempre bom lembrar que os diplomas de EAD têm a mesma validade dos presenciais, não constando no documento qualquer diferenciação em relação a isso.

Ao final de cada ciclo avaliativo do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), será preciso renovar esse reconhecimento na secretaria competente.

Desafios na gestão do EAD

Com o percentual de matrículas crescendo mais que no ensino presencial, o EAD tem democratizado o acesso ao ensino superior no nosso país. Sendo assim, o caminho que o futuro apresenta é o da convergência desse modelo com o ensino presencial, muito em função da intensificação do uso de novas tecnologias no meio educacional.

Incorporar ferramentas digitais, migrando também os serviços administrativos para o virtual, é algo que pode elevar o padrão de qualidade e oferecer ganhos maiores às instituições de ensino.

Desafios também se apresentam na gestão dos polos de apoio presencial, a unidade operacional para o desenvolvimento descentralizado das atividades pedagógicas e administrativas que dizem respeito aos cursos a distância.

Questões como a infraestrutura física e logística de funcionamento precisam ser organizadas para garantir o melhor atendimento aos estudantes. Um polo precisa ter espaços para ensino, laboratórios de informática, biblioteca e recursos tecnológicos compatíveis com as necessidades dos cursos.

Por que criar ofertas de ensino a distância

O que faz com que a modalidade EAD seja muito competitiva é a economia e o ganho de escala que ela pode proporcionar. Como combina tecnologias convencionais com tecnologias modernas, o EAD dá condições para que o aluno estude fora do ambiente de sala de aula, o que permite redução de gastos com energia elétrica, profissionais de segurança e limpeza e, principalmente, com horários de professores e plantonistas ao romper a limitação física de alunos que podem ser alocados em uma sala de aula.

A questão é oferecer as condições necessárias para os alunos, de modo que o fato de eles não se encontrarem no mesmo lugar físico que o professor que ministra as aulas não represente uma perda de qualidade do curso.

Questões técnicas envolvidas

Para o aluno, é preciso estabelecer os requisitos mínimos de sistema para que as aulas fluam com qualidade. Sendo assim, a instituição pode determinar já no oferecimento do curso quais obrigações são essas.

Via de regra, é exigido somente um computador com configurações básicas e acesso à internet banda larga, bem como o entendimento mínimo de procedimentos como downloads, reprodução de vídeos on-line, entre outros.

Além disso, é preciso que a instituição oriente a comunidade acadêmica em relação a programas específicos que podem ser exigidos ao longo do curso.

Precificação

Em média, os preços cobrados em cursos a distância são mais baixos do que nas modalidades presenciais, em função da economia que os gastos com a manutenção do ambiente escolar exigem e do ganho de escala.

É com infraestrutura e horários de professores e plantonistas que a instituição de ensino obtém sua maior economia e, dessa forma, pode cobrar menos nas mensalidades.

Outro aspecto fundamental do EAD é o material didático, pois é preciso pensar também em soluções que envolvam as diferentes possibilidades de mídias presentes no processo, pois a relação entre educando e educador passa pela interação com essas mídias. Um exemplo de sucesso na elaboração de material didático é a Unicesumar, cujo material didático desenvolvido para o curso de Gastronomia EAD conquistou o primeiro lugar na categoria Material Didático On-Line no Prêmio ABED Belas Artes Design para EAD 2017.

Autonomia dos alunos

Um diferencial do EAD é a possibilidade de o aluno estudar de maneira flexível, ou seja, é ele quem determina o período em que vai aprender. Isso significa que a organização é muito mais individual, justamente pela liberdade que a modalidade oferece. Nesse caso, a instituição oferece os conteúdos e programa as atividades para serem realizadas dentro de determinado prazo.

A entrada no curso pode ser feita via processo seletivo e as avaliações ficam a critério da organização. Em alguns casos em que elas só podem ser realizadas presencialmente, cabe ao aluno ir até ao local indicado pela instituição para realizar os exames.

O futuro do EAD

A tendência é que, no futuro, a integração entre os modelos mais tradicionais e os de EAD seja cada vez maior, convergindo para o modelo híbrido de ensino, e isso diferencie instituições que investiram nessa alternativa de maneira estratégica.

Por isso, talvez a grande questão que envolva o EAD para gestores seja o entendimento dessa modalidade como uma oportunidade e um desafio.

Oportunidade para fazer com que a instituição amplie seus resultados significativamente em função da adaptação a uma alternativa que muitas vezes não é bem vista por profissionais da educação.

Nesse sentido, o desafio é transformar o EAD não somente em uma fonte de resultados, mas, sim, em uma referência de qualidade para a instituição. E isso a tecnologia tem mostrado que é perfeitamente possível.

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