Qual a importância do capital humano na era do conhecimento?

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Uma coisa é certa: nunca na história da humanidade o conhecimento foi tão acessível. Hoje, temos muito mais poder computacional em um smartphone do que no computador a bordo da Apollo 11.

No entanto, no meio de tanta informação, as instituições de ensino vivem um grande desafio para reduzir a inadimplência, atrair a maior quantidade de alunos, diminuir a evasão e tornar-se referência em suas áreas de atuação.

Com a competitividade, a tecnologia e as informações disponíveis para todos, o ponto principal para diferenciar as instituições é investir no capital humano.

Mas, por que afirmamos isso? Bem, primeiro, é necessário que você entenda o conceito da expressão. O capital humano, em uma instituição, é formado por todos os colaboradores pertencentes a seu quadro. Assim, é constituído não só pelo corpo docente, mas também pelos demais funcionários de todos os setores ─ da secretaria à coordenação.

É por meio de todos eles que as estratégias e os planos são colocados em práticas. Quanto mais motivados e capacitados os colaboradores estiverem, melhores os resultados gerados pela escola ou IES. Por isso, investir em no capital humano faz a diferença no sucesso de qualquer tipo de organização. Siga na leitura e compreenda melhor o tema!

Entenda a era do conhecimento

Talvez já tenha se tornado clichê a afirmação de que as últimas transformações tecnológicas impactaram demasiadamente nossas vidas. Todavia, é a pura realidade. Com o avanço da internet e com sua maior acessibilidade, a quantidade e a disponibilidade de informações cresceram em um nível absurdo.

Esse acesso permite que os usuários fiquem mais capacitados, habilitados, competentes e criativos para lidar com as situações e resolver problemas no dia a dia. Quanto mais experiência alguém adquire, mais diferenciado ele se torna para aqueles do seu convívio.

Saiba a importância do capital humano

Essa facilidade para obter informações colabora com a caracterização da era do conhecimento. A consequência disso está no novo valor de um profissional: tudo aquilo que ele sabe e coloca em prática é tido como diferencial competitivo, agregando valor não apenas a si, mas também à instituição na qual ele trabalha.

Ou seja, quanto mais estudo e sabedoria tem um trabalhador, maior o seu valor e, por conseguinte, mais relevância a corporação na qual ele trabalha tem. Instituições de ensino com alto grau de valor conseguem oferecer serviços mais qualificados aos seus alunos e, dessa maneira, mitigar alguns dos grandes problemas que permeiam seus resultados, como a evasão escolar, por exemplo.

O fato é que instituições reconhecidas tornam-se não apenas concorrentes mais fortes diante das demais, mas também têm motivos de sobra para que pais e alunos invistam em formações para a vida e o mercado de trabalho.

Com isso, podemos dizer que o maior patrimônio de qualquer ambiente é o seu capital humano. O conhecimento é o maior ativo intangível em uma equipe e investir nele é uma das maiores estratégias para quem visa ao crescimento.

Todavia, com toda a modernização atual, temos um desafio: apesar de o conhecimento ser imprescindível, ele tem a capacidade de se tornar defasado em pouco tempo. Isso nos obriga a não nos acomodar e a ter o comportamento de procurar continuamente um aperfeiçoamento.

Conheça dicas de gestão de capital humano

Qualquer corporação que tenha trabalhadores precisa manter um equilíbrio institucional, mantendo a reciprocidade entre o que a instituição e os funcionários oferecem uns aos outros.

guia da gestão educacional

Os últimos doam seu tempo e trabalho. A instituição, por sua vez, fornece investimentos, como motivação e capacitação, ao gerenciar o capital humano. Algumas dicas de gestão são as seguintes.

Promova capacitações

Promover treinamentos é essencial quando pensamos em oportunizar mais conhecimentos ao capital humano. No entanto, é importante ter em mente que nem todos os colaboradores precisarão do mesmo tipo de qualificação.

Por exemplo, é possível que certo professor necessite melhorar sua prática em dar aulas mais atrativas. Já outro pode precisar atualizar seus conhecimentos em determinada disciplina ou adquirir novas competências para lidar com millenialls. Da mesma forma, é possível que o zelador necessite melhorar o atendimento ao público e que o secretário obtenha mais habilidade em finanças.

Caso a escola ou a IES não conte com um RH, é possível considerar uma ajuda terceirizada a fim de dar o apoio necessário e descobrir quais as habilidades a serem adquiridas por cada profissional.

Reconheça a equipe

Uma das melhores formas de incentivar o capital humano e gerar o desejo de aprimoramento é por meio do reconhecimento do trabalho e do esforço de cada um. Essa ação promove mais satisfação e colaboradores felizes têm mais motivação e produtividade para o trabalho, entregando um serviço com mais qualidade.

Enviar elogios ao e-mail individual, criar um mural de funcionário do mês e premiar quem se destaca são algumas das formas de oferecer esse reconhecimento e gerar satisfação em uma equipe. Ao efetivar essa ação, é interessante cuidar para que cada cargo dentro da escola ou da IES tenha chance de ter um colaborador enaltecido.

Melhore o processo seletivo

Novos profissionais que entram na instituição devem ter um perfil alinhado com as propostas elaboradas no cunho estratégico. Para isso, é importante, antes do recrutamento, já ter definido o tipo de perfil a ser preenchido em cada um dos cargos.

Outra dica é ter atenção às peculiaridades de cada colaborador no momento da entrevista. E, para deixar o processo ainda mais bem estruturado, investir em testes psicológicos facilitará o reconhecimento das características requeridas.

Implemente uma cultura de educação contínua

Capacitações pontuais com dia e hora para começar e acabar? Na era do conhecimento isso não faz tanto sentido, já que é preciso constituir competências de forma contínua para se diferenciar.

Assim, uma instituição que objetiva destaque deve pensar em maneiras de implementar e incentivar a constante aquisição de conhecimento por todos, superando os desafios. A noção dessa importância deve estar clara desde o início.

Para esse comportamento fazer parte da cultura, é interessante que tais regras sejam informadas no momento da admissão de cada profissional, além de serem seguidas e perpetuadas pelos cargos mais altos.

Dar a liberdade para professores se capacitarem em metodologias de ensino centradas no aluno, fazer parcerias com empresas ─ possibilitando descontos atrativos ─, contratar outros profissionais para promoverem workshops dentro da instituição e promover um sistema com pontuações e benefícios para aqueles com mais capacitações no currículo e melhores resultados são algumas das formas de motivar essa ação.

Assim, uma escola ou IES que queira mais reconhecimento perante a sociedade precisa, antes, valorizar seu capital humano por meio do investimento em suas competências e motivação. Tal ação precisa fazer parte do planejamento estratégico a fim de que seja implementada incessantemente.

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