Professor produtivo: como garantir a produtividade do corpo docente?

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“Além de dar aula, você também trabalha?” Se você é professor ou professora e já ouviu isso, sabe que há uma discrepância entre todo o trabalho exercido pelos docentes e o que é percebido pela comunidade acadêmica (gestão, alunos e famílias).

Afinal, quais são as principais atribuições de um professor? Como possibilitar que os professores tenham mair produtividade?

O professor produtivo rende mais e trabalha com mais entusiasmo, contagiando os alunos com a vontade de aprender coisas novas a cada dia. Mas como manter o educador estimulado? Confira as nossas dicas agora mesmo!

Ofereça condições adequadas

Os gestores devem garantir as melhores condições para os docentes se concentrarem no ofício de ensinar. Para que isso seja feito, é essencial disponibilizar toda a infraestrutura necessária para que eles não percam tempo com assuntos fora de seu escopo de atuação.

Se o professor decide mesclar métodos mais tradicionais de ensino, como a explicação oral e o uso de slides, por exemplo, é dever do gestor garantir projetores e computadores em boas condições.

Lousas desgastadas também comprometem o trabalho dos docentes, visto que muitas vezes é necessário reforçar algum conceito além dos materiais já prontos. Desse modo, é preciso garantir que os quadros estejam em bom estado para que o professor consiga tirar usar a lousa.

Como se não bastasse, resolver essas questões impacta positivamente o próprio aprendizado dos estudantes. Assim como o professor, eles passam a se concentrar unicamente no conteúdo repassado, em vez de ter a atenção desviada para lacunas não atendidas pela instituição.

Caso sejam necessários reparos mais robustos e manutenções preventivas, o ideal é que ocorram fora do período de aula. Sons indesejáveis de máquinas e trabalhadores transitando pelo ambiente inviabilizam uma boa aula.

Utilize o GTD

Sabemos como o preparo de aulas já é um trabalho bastante pesado e digno do máximo de concentração possível por parte dos docentes. Tarefas como separação de materiais, escolha e revisão de autores e textos que serão trabalhados, correção de avaliações, trabalhos e pesquisas bibliográficas — as atividades de um bom professor nunca acabam.

Desse modo, mais importante ainda é manter a qualidade do ensino. Isso é feito por meio de dedicação e a aplicação de metodologias para que tudo saia conforme esperado. Nesse contexto, o GTD (Get Things Done) ajuda o docente a transformar a atmosfera dentro da sala de aula, tornando o ambiente mais amistoso e motivador para os alunos.

O GTD é uma ferramenta cujo principal objetivo é selecionar as tarefas por ordem de importância, ajudando o profissional a listar as principais ações a serem tomadas, até que sua mente se acostume a fazer isso naturalmente.

Incentive o design thinking

Vem da área de design uma metodologia interessante para gestão, inclusive de instituições de ensino. Esse modelo possibilita soluções criativas e funcionais para conduzir os processos, sempre priorizando a construção de resultados por meio da comunicação coletiva.

Além disso, o design thinking tem foco na empatia, que reflete na relação dos coordenadores com os professores e na desses profissionais com alunos e pais. É importante, portanto, incentivar tal conceito dentro da sua instituição.

Quando os gestores tentam pensar como o próximo, fica mais fácil garantir a satisfação do outro e motivá-lo, já que a pessoa percebe que está sendo ouvida.

guia da gestão educacional

Por meio do design thinking, é possível agrupar as ideias de maneira prática, facilitando a visualização. Por meio da organização de ideias em uma folha de papel, por exemplo, os professores conseguem definir meios de se identificarem com a turma para a qual eles lecionam, visando à construção de aulas mais atrativas.

Outra característica do design thinking é que ele agrega evolução contínua ao processo. Desse modo, os docentes trabalharão nas próximas etapas, visualizando novas formas de desenvolver empatia em relação aos alunos, aos pais e ao corpo técnico da instituição.

Utilize indicadores

Dois tipos de indicadores são especialmente interessantes para garantir a produtividade do corpo docente: os operacionais e os de qualidade. Os primeiros se relacionam, de modo geral, aos procedimentos administrativos da instituição de ensino.

Assim, eles ajudam os gestores a determinar quais são os serviços mais solicitados por professores e alunos. Desse modo, será possível estabelecer acordos específicos do nível de serviço, estabelecer o período necessário para a organização processar e entregar cada um deles e mensurar o nível de produtividade dos responsáveis por essas atividades.

Quanto aos indicadores de qualidade, referem-se a métricas obtidas a partir de questionários aplicados dentro da instituição e respondidos não só por professores, mas também por alunos e candidatos a cargos dentro da organização.

Eles ajudam a instituição a ter uma noção mais precisa sobre como ela está sendo vista por fora, tanto pelos clientes como pelo mercado. Assim, atuar sobre esse tipo de indicador permite que a organização estabeleça metas realistas de produtividade e repasse esses parâmetros aos professores.

Além disso, os indicadores atuam não só no aumento da produtividade do corpo docente, mas também na própria prestação de um serviço educacional superior. Isso impactará positivamente a satisfação dos alunos e de seus pais, garantindo que eles estejam menos propensos a migrar para outra instituição.

Dê autonomia aos profissionais

Um professor motivado é aquele que tem liberdade para montar seu programa, escolher os autores com quem vai trabalhar e definir os métodos que serão utilizados para transmitir aquele conteúdo. Desse modo, os gestores devem conceder a liberdade necessária para que o docente escolha sua bibliografia, desde, claro, que ela esteja alinhada à proposta pedagógica da instituição.

Além disso, é importante dar autonomia para que ele divida as atividades de acordo com seu perfil, além de determinar as pontuações como achar melhor, uma vez que cada tutor tem a sua metodologia própria.

Se a sua instituição de ensino confia no profissional e deseja estabelecer uma parceria duradoura, os gestores devem permitir que ele continue realizando o que já fazia quando despertou a atenção da instituição.

É fundamental, também, manter ambientes próprios para que os docentes interajam e tirem um tempo para relaxar entre uma aula e outra, principalmente em períodos de maior pressão, como semanas de provas.

Invista em tecnologia

São poucos os professores que ainda lecionam utilizando apenas a oralidade, sem recursos multimídia e outros tipos de interação. Desse modo, além da infraestrutura básica que mencionamos, é importante oferecer projetores, recursos audiovisuais e ambientes virtuais de aprendizagem.

Isso faz com que a transmissão dos conteúdos se torne mais dinâmica, evitando aulas engessadas, nas quais o professor acaba mantendo o estilo de exposição por horas e horas. Matérias mais complexas podem se beneficiar da exibição de vídeos e slides, engajando os estudantes de maneira mais precisa com o apoio de salas de aula virtuais.

Outras tecnologias são importantes, como o sistema de gestão educacional. Essa ferramenta facilita o acompanhamento da vida acadêmica dos alunos e a gestão do desempenho dos professores.

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