ilustração de uma forma de educação liberal com uma aula conectada ao mundo

Veja por que a educação liberal é o futuro do ensino

Neste artigo sobre a educação liberal, criaremos um espaço para a reflexão e para o debate de ideias.

Então, prepare-se. Busque uma xícara de café e adote uma postura confortável. Precisaremos de sua atenção para digerir o conteúdo a seguir que questiona onde estamos e para onde caminharemos nos próximos anos.

Você está pronto? Então, vamos lá!

Pergunte-se: o que o ensino representa para um estudante na atualidade? Qual é o impacto real que um diploma tem em sua vida? Como os saberes e experiências adquiridos em sala de aula tornam os estudantes mais aptos a lidarem com os desafios sociais, familiares, financeiros e emocionais, além dos profissionais?

Pense nas respostas e prossiga!

Como a educação é hoje

O formato atual da educação, tanto superior quanto básica, é segmentado e desacoplado da realidade em muitas instâncias. Na esmagadora maioria das escolas, universidades, centros universitários e faculdades do Brasil, ensina-se de forma isolada; disciplinas e matérias raramente se comunicam entre si ou dialogam com aspectos práticos do cotidiano.

É como se não houvesse correspondência entre a vida fora dos muros da instituição de ensino e as atividades desenvolvidas no campus. A aprendizagem é sistematizada, e não há muito espaço para questões que fujam da ordem acadêmica e profissional. A maturação emocional dos futuros profissionais, por exemplo, é completamente ignorada — somente a capacidade intelectual importa.

Isso, em parte, se deve à forma como o próprio conhecimento humano é segmentado e categorizado. Não o vemos como um corpo conciso em que diferentes disciplinas e assuntos correspondem apenas a diferentes perspectivas do mesmo fenômeno. Pelo contrário, cada estudante de cada curso superior — ou a maioria deles, pelo menos — enxerga sua área como uma espécie de verdade absoluta sobre o mundo.

Da aprendizagem por áreas do saber para uma aprendizagem integrada

O ensino é dividido em áreas do saber, portanto, um graduando de Física pensa e atua dentro de um escopo específico, que é completamente separado do escopo no qual atua e pensa um estudante de História ou Sociologia, por exemplo. Não há correlação entre as práticas e nem entre as teorias; não há zonas de interseção de conhecimentos e nem uma construção coletiva e complementar.

Em resumo, cada um de nós enxerga uma fração minúscula do fenômeno intrigante que é a existência humana e se convence de que isso é representativo do todo.

O problema é que essa abordagem vende uma realidade unilateral e simplificada ao estudante, que, ao ingressar no mercado de trabalho, com a organização social, se depara com um sistema absolutamente complexo e, muitas vezes, contraditório. O resultado desse processo? Decepção, desânimo e perpetuação de um sistema que impede o surgimento de novas ideias e o desenvolvimento humano.

Mudanças em vista

Aqui você pode argumentar: “Mas muitas instituições de ensino já empregam uma abordagem mais holística de educação!”.

Sim, você está certo. Torna-se cada vez mais comum ver projetos multidisciplinares sendo encabeçados por instituições de ensino. Há até certo reconhecimento pelo mercado de trabalho de que perfis e perspectivas distintas podem se complementar, de que habilidades interpessoais são tão fundamentais quanto o conhecimento técnico adquirido na graduação.

Esses são, no entanto, são apenas aspectos iniciais da grande transformação que se aproxima.

Como a educação superior será no futuro

A educação no futuro será voltada ao desenvolvimento integral do ser humano. Abordagem chamada de liberal por instituições que já a praticam, como Harvard, nos Estados Unidos.

O fato é que o intuito de qualquer curso de graduação não será apenas formar e capacitar um profissional, mas um cidadão capaz de compreender a complexidade da sociedade e de atuar construtivamente em sua melhoria. Ao lado da especialização e do aprimoramento profissional, estará o amadurecimento humano.

As próprias barreiras hoje existentes entre os campos de conhecimento tendem a ficar cada vez menos precisas. Isso acontece à medida que entendemos que a perceptiva de uma disciplina não invalida as demais.

O papel da tecnologia no protagonismo do aluno

A prática do ensino será um processo colaborativo, como já ocorre nos países desenvolvidos desde a Educação Básica, se afastando cada vez mais do monólogo que ocorre atualmente na maioria das nossas salas de aula. O ato de aprender será visto como um ato de construção, e não de transferência. Afinal, o protagonismo do aluno é fundamental para sua aprendizagem e desenvolvimento.

Nesse sentido, novas metodologias vão emergindo e se popularizando. Um exemplo é a sala de aula invertida, abordagem que já está sendo utilizada em muitas instituições internacionais e nacionais.

Aqui, a tecnologia vai desempenhar um papel importante, já que é por meio dela que muitos estudantes terão acesso a aulas teóricas e instruções de estudo.

Isso abre espaço para um aprendizado mais ativo em sala de aula, no qual os alunos, munidos de referencial teórico, se dedicam a testar conceitos e a aprender a partir da vivência e do trabalho em grupo, que é fundamental, pois, além de tornar a aprendizagem mais eficaz, auxilia no desenvolvimento de habilidades interpessoais.

Personalização da educação e empoderamento do estudante serão os conceitos regentes do ensino no futuro.

As soft skills

“Soft skill” é uma expressão inglesa que denota competências e habilidades comportamentais. Até pouco tempo, imaginava-se que esse conjunto de atributos era inerente aos seres humanos e que dispensava qualquer treinamento e aperfeiçoamento.

Hoje, sabemos que não é bem assim. As soft skills são, sim, inerentes ao ser humano, pois emanam de nosso comportamento pessoal e social. No entanto, é essencial trabalhá-las e aprimorá-las assim como as competências técnicas. Estamos falando aqui da capacidade de trabalhar em equipe, do relacionamento interpessoal, da habilidade de resolver problemas, dos princípios éticos, da comunicação e da empatia.

Cada vez mais, essas habilidades passarão a fazer parte do escopo da educação, pois são fundamentais em qualquer profissional.

A evolução da educação liberal de ensino

Com uma educação focada integralmente no ser humano e seu amadurecimento, e não apenas em seus conhecimentos técnicos, as instituições de ensino do futuro assumirão um papel de parceria com seus estudantes. A formação deixará de ser vista como um serviço prestado, passando a ser vista como uma construção conjunta!

Como consequência, essas instituições de ensino terão um papel mais efetivo na transformação da sociedade e evolução de seus indivíduos. Assim, a educação liberal é fundamental, uma vez que o amanhã é o resultado da construção de hoje.

Conseguimos trazê-lo para essa reflexão tão importante? Então, o convidamos a assinar nossa newsletter e compartilhar este artigo em suas redes sociais. Você e sua instituição podem fazer parte dessa mudança!

 

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