Mestrados profissionais e MBAs

Mestrados profissionais e MBAs: ótimas oportunidades para as IES

A educação em nossa sociedade não é um fenômeno engessado; pelo contrário, ela se transforma da mesma forma que nós, seres humanos, evoluímos. À medida que essa transformação ocorre, novas áreas e modalidades de ensino vão surgindo.

A partir desse raciocínio, elaboramos um artigo sobre mestrados profissionais e MBAs.

Aqui, você entenderá o que são e quando essas modalidades foram criadas, como se diferenciam da vertente acadêmica e qual é seu público-alvo.

Se sua instituição procura acompanhar as transformações sociais e se manter relevante, então monitorar o potencial de um mercado ainda jovem e promissor é fundamental, você não concorda?

Quando e por que essas modalidades foram criadas no Brasil

Os mestrados profissionais foram instituídos pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) por meio da Portaria nº 080, em 1998. No documento, são elencados alguns motivos para a criação dessa modalidade de ensino, entre os quais destacamos:

  • a necessidade de formar profissionais com conhecimento aprofundado, porém distinto do conhecimento adquirido nos mestrados de viés acadêmico;
  • a relevância do aprofundamento da formação científica e profissional, mantendo sempre o nível de excelência de uma pós-graduação stricto sensu.

Em outras palavras, pela primeira vez se reconheceu a necessidade de oferecer programas de aprofundamento alinhados às perspectivas do mercado de trabalho. Estamos falando aqui de cursos voltados à aplicação do método e do rigor científico — tão característicos dos programas acadêmicos — ao âmbito profissional.

Já MBA, ou Master Business Administration, é considerado um mestrado em países como os Estados Unidos. No Brasil, entretanto, essa modalidade foi classificada pelo Ministério da Educação (MEC) como pós-graduação lato sensu.

Vários cursos de MBA se popularizaram no país na década de 1990, muito antes da instituição do mestrado profissional pela CAPES. Um exemplo é o MBA em Gestão para profissionais em cargos de direção que necessitam aprimorar conhecimentos de finança, marketing e gestão de pessoas.

Com a instituição dos mestrados profissionais pela CAPES, vários MBAs que já estavam no mercado foram adequados às exigências do órgão e transformados em mestrados profissionais pelas IES que os ofereciam.

No entanto, e aqui é importante não confundir, esses dois cursos são distintos em sua natureza e a existência de um não afeta a do outro. Algumas IES oferecem os dois, outras, como a Business School São Paulo, oferecem somente MBAs, porque possuem cursos de prestígio nacional e internacional e seu público-alvo não está interessado no reconhecimento pela CAPES, considerando a liberdade de inovar sem se restringir às regras.

Mestrados profissionais versus mestrados acadêmicos

Como já mencionamos, os mestrados profissionais (e, muito em breve, também os doutorados) são uma modalidade de pós-graduação stricto sensu que têm por objetivo aprofundar a formação superior dos alunos.

Aqui, você pode se perguntar: “Mas qual é a diferença em relação aos mestrados acadêmicos, cujos objetivos podem ser descritos da mesma forma?”. Enquanto o mestrado acadêmico é direcionado à produção de conhecimento científico e formação de professores universitários, o mestrado profissional está alinhado à praticidade exigida pelo mercado de trabalho.

Temos, portanto, dois direcionamentos distintos: cursos voltados a quem deseja construir uma carreira acadêmica; e cursos destinados a profissionais que desejam galgar conhecimentos específicos e imediatamente aplicáveis em sua atuação dentro de uma empresa.

O objetivo da modalidade profissional, portanto, é munir os alunos de conhecimentos e técnicas para suprir uma demanda já identificada em seu nicho de atuação. De acordo com a própria CAPES, a grade curricular dos mestrados acadêmicos deve conciliar atualização das práticas e metodologias com aplicabilidade no campo profissional.

Condições de acesso e duração

Assim como nos mestrados acadêmicos, os mestrados profissionais têm duração média de dois a dois anos e meio. Porém, diferentes desses últimos, não exigem dedicação exclusiva dos alunos, já que as aulas costumam acontecer à noite ou durante os fins de semana.

Para ingressar no mestrado profissional, os candidatos também não precisam apresentar um pré-projeto ou ter uma linha de pesquisa definida, basta realizar a matrícula, já que a concorrência por vagas é muito menor. O projeto de pesquisa costuma ser definido somente após o primeiro ano de estudo.

Ainda assim, o rigor do curso e o nível de participação exigida são similares ao do viés acadêmico. Isso faz com que os estudantes — que, ao mesmo tempo, são profissionais atuantes — precisem abrir mão de muitos momentos de descanso e lazer para conseguir a dedicação exigida pelo curso.

Ao fim do curso, tanto no mestrado profissional como no MBA, cada aluno apresentará um trabalho final que poderá assumir o formato de uma dissertação, um artigo para publicação ou um projeto de análise ou de performance.

Quem é o público-alvo

Quem são os interessados em investir nessa modalidade de pós-graduação?

Se pensarmos na lógica de um mestrado acadêmico, veremos que ela exclui uma grande quantidade de profissionais. Normalmente, as vagas são limitadas, assim como as próprias bolsas de estudo disponibilizadas, e a carga horária requer dedicação total.

Essa formatação irremediavelmente afasta o aluno do mercado de trabalho, já que se torna muito difícil conciliar os dois. Além disso, o conhecimento adquirido é teórico e direcionado à prática didática e à pesquisa científica.

Já o indivíduo que busca o mestrado profissional quer ter acesso a saberes, técnicas e metodologias que possam ser aplicadas em seu trabalho, que advenham da prática da profissão e não somente da teoria. Ele percebe uma lacuna, um procedimento que pode ser otimizado no dia a dia de sua profissão, e vê nisso uma motivação para buscar respostas.

O que essa tendência nos revela? Que quem busca mestrado profissional ou MBA já é atuante no mercado e já possui know-how suficiente de sua profissão para perceber o que pode ser melhorado. A partir daí, ele procurará soluções reais para gargalos e entraves reais.

Nos últimos anos, houve um aumento significativo na oferta e procura desses cursos. Se em 2007 tínhamos 184 cursos, em dez anos esse índice quadruplicou; hoje, há 771 mestrados profissionais disponíveis em todo o território nacional. Já em relação ao MBA, como ele não necessita de autorização e não é controlado pelo MEC, não existem estatísticas.

Investimento versus retorno

O investimento que o aluno tem com o mestrado profissional ou com o MBA pode chegar a R$ 120 mil, dependendo da IES e do programa pleiteado. Ao final do curso, espera-se que o mercado de trabalho retorne esse investimento na forma de oportunidades e valorização a médio e longo prazo.

É importante ressaltar que apenas os alunos de cursos autorizados e reconhecidos pela CAPES, ou seja, os formados em mestrados profissionais, podem exercer a docência depois de formados. Entretanto, se o aluno não está interessado em exercer docência, pode fazer um curso que não seja reconhecido pela Capes, mas que tenha reconhecimento no mercado de trabalho. Muitas empresas financiam em parte os custos do MBA ou do mestrado profissional para seus funcionários e até liberam um dia de trabalho a cada duas semanas, por exemplo, para atividades do curso.

Como iniciar um programa de mestrado profissional

A melhor forma é a IES iniciar um programa de MBA, uma vez que ele não necessita de autorização do MEC ou da CAPES. Depois, ela deve entrar em contato com empresas da sua região e verificar quais especializações adicionais elas gostariam que seus profissionais tivessem. Com essa pesquisa de mercado, é possível montar um ou dois programas, mesmo sem autorização da CAPES.

Os docentes que ministram aulas nesses programas devem ser profissionais de reconhecida competência, pelo mercado, em sua área de atuação. A maioria dos mestrados profissionais existentes atualmente foram iniciados dessa forma. Posteriormente, se for do interesse da IES, adequando o MBA às exigências da CAPES, pode ser solicitado o reconhecimento, transformando-o em mestrado profissional.

Os programas de MBA e de mestrado profissional são uma boa forma de expansão do alunado para uma IES e também uma oportunidade para estabelecer parcerias com o mercado de trabalho. O reconhecimento da qualidade do MBA por esse mercado é estratégico nesses casos.

Se a sua IES tem interesse em iniciar programas de MBA, monte uma equipe empreendedora e inovadora. Crie um programa que ajude os alunos a atacarem com criatividade os problemas da sua atividade profissional, e planeje-se para, no futuro, transformar esses programas em mestrados profissionais, conforme o interesse do seu público-alvo.

Transformações na educação superior

A sociedade global e todas as suas facetas se veem reinventadas de tempos em tempos e, com o ritmo da evolução tecnológica, a tendência é que essa dinâmica se acelere cada vez mais. A educação não é exceção. Os MBAs e os mestrados profissionais surgiram a partir dessa constatação.

Hoje, o mercado de trabalho precisa de profissionais com conhecimento aprofundado de sua atuação, uma demanda que os tradicionais programas acadêmicos não podem suprir. Assim, essa modalidade surge com o objetivo de conciliar o conhecimento científico à aplicabilidade desejada pelas empresas.

Conseguimos solucionar suas dúvidas sobre o mestrado profissional e por que a oferta dessa modalidade pode ser um bom investimento para sua IES? Então, nos siga nas redes socais e acompanhe outras publicações sobre o assunto. Estamos no Facebook, LinkedIn, Google+, Twitter e YouTube!

 

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