Inovação Acadêmica e Aprendizagem Ativa

Livro gratuito: Inovação Acadêmica e Aprendizagem Ativa

O livro Inovação Acadêmica e Aprendizagem Ativa, de Octavio Mattasoglio Neto (Instituito Mauá de Tecnologia) e Tatiana Sansone Soster (Stanford University), está disponível gratuitamente para download na Google Play.

Inovação acadêmica e aprendizagem ativa

O acesso ao conhecimento e as novas possibilidades de trabalho, que se configuram a partir do uso das novas tecnologias da informação, têm contribuído para uma mudança rápida e radical do cenário da educação superior.

O professor e o livro didático não são mais as únicas fontes do conhecimento. Quando um conceito é trazido para a sala de aula, em poucos segundos, os estudantes podem ter acesso às mais diferentes fontes e percepções sobre ele, simplesmente por meio de uma pesquisa na Internet. Isso torna o ambiente de aprendizagem muito mais rico e faz com que o professor não seja o único responsável pelo conhecimento. Todos participam, todos contribuem, todos aprendem.

A ideia de rede de conhecimento é uma realidade. Cada um de nós é um nó dessa rede, que tem, a cada momento, mais ou menos relevância, dependendo da conexão que estabelecemos, mas, ao mesmo tempo, somos todos importantes, porque fazemos parte do substrato que sustenta essa rede.

Diante desse panorama dinâmico e conectado, a sociedade da informação e do conhecimento demanda um profissional com competências mais complexas do que as exigidas pela sociedade agrícola ou industrial, como de resolução de problemas complexos, trabalho em equipe respeitando as diferenças culturais, pensamento crítico, criatividade e utilização dos recursos tecnológicos disponíveis. Para formar tal profissional de maneira holística, faz-se necessária uma proposta educacional diferente do século passado,

Diante desse panorama dinâmico e conectado, a sociedade da informação e do conhecimento demanda um profissional com competências mais complexas do que as exigidas pela sociedade agrícola ou industrial, como de resolução de problemas complexos, trabalho em equipe respeitando as diferenças culturais, pensamento crítico, criatividade e utilização dos recursos tecnológicos disponíveis.

Para formar tal profissional de maneira holística, faz-se necessária uma proposta educacional diferente do século passado, com recursos e propostas pedagógicas mais adequados às necessidades da sociedade e do mercado de trabalho. Porém, formar cidadãos apenas para a sociedade atual não é mais entendido como suficiente, necessitamos for mar também cidadãos para o futuro. Por essa razão, fala-se muito no desenvolvimento de uma grande competência que abarca as demais, “aprender a aprender”. Perceba que são utilizados dois verbos determinando o foco na ação, portanto, a nova proposta educacional privilegia a utilização de práticas pedagógicas ativas.

As experiências de uso de estratégias ativas para promover a aprendizagem não são novas. Um olhar mais cuidadoso no trabalho realizado por alguns colegas no ensino superior revelará que já há muito tempo essas estratégias ativas fazem parte do dia a dia da escola. São experiências nascidas, com frequência, de forma empírica, algumas sem fundamentação teórica que as sustente, mas elaboradas a partir da percepção de que, se o estudante não participar de forma mais ativa em sala de aula ou fora dela, a aprendizagem não terá um significado que a torne efetiva.

Os casos de estudo, as experiências de laboratório, as dramatizações, os relatos de vivência, os grupos de observação e de verbalização, os painéis integrados, o estudo em pares, são alguns dos exemplos que há muito fazem parte do cotidiano da sala de aula no ensino superior no Brasil e que representam experiências que escapam daquilo que denominamos de sala de aula tradicional, tendo como objetivo colocar o estudante como protagonista das experiências de aprendizagem.

Trabalhar com estratégias ativas para promover a aprendizagem não é simples, porque exige do professor uma boa dose de conhecimento do conteúdo com que trabalha, ao mesmo tempo em que exige a humildade de se colocar como aprendiz e, junto com os estudantes, aprender até mesmo sobre esse conteúdo. Além disso, exige a capacidade de gerenciar grupos de estudantes, dando-lhes atenção individualizada, diferentemente da atenção única que se exige em uma aula tradicional, ainda que se esteja atento aos diversos olhares da sala de aula.

Exige a disponibilidade para enfrentar surpresas e a coragem de saber dizer “isso eu não entendi, preciso pensar sobre isso”, e mostrar ao estudante como ele, o professor, aprende, o que significa saber se expor como alguém que também está aprendendo, juntamente com o estudante em sala de aula. Tudo isso exige humildade do professor para ser ele o exemplo de um aprendiz, mostrando aos estudantes como lançar o olhar sobre o objeto ou evento em estudo e dele extrair o conhecimento. Cabe lembrar aqui uma frase do professor Flávio Gikovate (2013): “A humildade corresponde a um estado de alma em que predomina o respeito pelas outras pessoas: pelo modo como vivem, pensam e se com portam”. É esse respeito ao estudante que exige do professor a humildade para tratar o conhecimento e o processo de aprendizagem do público com que trabalha.

O desenvolvimento da competência de “aprender a aprender” cabe também ao corpo docente e às Instituições de Ensino Superior (IES). Para que a transformação social e profissional do sujeito aconteça efetivamente, as IES devem preocupar-se constantemente com iniciativas de capacitação e apoio aos docentes, ao mesmo tempo em que se autoavaliam para aprimorar sua proposta pedagógica, afim de atender as necessidades da sociedade.

O docente é a peça-chave nesse processo de transformação e, ao mesmo tempo, é o primeiro que deve ser impactado pelo processo, ou seja, antes de conseguirmos formar um novo aluno, é necessário formar um novo professor. Cabe às IES prestar o apoio necessário para que essa transformação aconteça e se sustente, desde o processo seletivo docente, passando por capacitações, grupos de apoio e avaliação do próprio corpo docente de forma sistêmica.

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Obra originada das principais discussões realizadas a partir dos trabalhos apresentados no II Fórum STHEM-Brasil, realizado no Instituto Mauá de Tecnologia em São Caetano do Sul, nos dias 17 e 18 de março de 2016.

Em 2017, o Consórcio STHEM Brasil reúne 45 Instituições de Ensino Superior Consorciadas e tem como objetivo ser relevante para elas, ao provocar melhorias significativas na área acadêmica, ao colaborar com a formação e com a mudança de postura dos gestores das IES, ao manter um processo de cooperação com os setores público e privado e ao apresentar propostas de melhoria do Sistema de Ensino Superior do Brasil.

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