programação para as crianças na escola

Como levar a programação para as crianças na escola?

Encarar a revolução digital que está tomando conta do mundo significa muito mais que aprender a lidar com as novas tecnologias. No tocante à educação, é imprescindível perceber que os recursos digitais já transformaram a sociedade e que duas gerações nasceram totalmente mergulhadas na era digital. Nesse sentido, pensar em introduzir os conhecimentos de programação para crianças na escola revela uma posição de vanguarda e um olhar atento para o futuro.

Mas se as chamadas Tecnologias da Comunicação e Informação (TICs) já dão calafrios em alguns professores, imagine ensinar programação aos pequenos.

No entanto, esse monstro desconhecido é muito mais dócil do que se imagina. Em diversas situações, inclusive, é possível ensinar os fundamentos para os alunos sem nem mesmo utilizar o computador.

Para que você consiga perceber os benefícios do ensino da programação para crianças, bem como ter insights para aplicá-la em sua escola, fizemos este post especial. Acompanhe as próximas linhas. Boa leitura!

Por quais motivos ensinar programação para crianças?

Certamente, você, na condição de educador, já ouviu falar dos Millennials ― geração que, segundo alguns autores, nasceu a partir dos anos 1990 até meados de 2010, e não sabe o que é viver sem internet.

Os mais jovens permanecem conectados diuturnamente. Contudo, boa parte dessa turma já está ficando adulta e surgem sucessores. São os Alpha, nascidos a partir de 2010.

Essas crianças têm uma relação intrínseca com a tecnologia, aprendem a mexer nos smartphones e tablets sem sequer saber andar ― tudo de maneira intuitiva. E é a geração que deve “ditar as regras de consumo no futuro”, aponta a colunista do jornal português Público, Sandra Alvarez.

Portanto, é imprescindível que a escola acompanhe essa fase de transição proporcionada pela transformação digital e ofereça ferramentas de ensino condizentes com as expectativas que a tecnologia trouxe para a sociedade.

O ensino de programação para crianças proporciona diversos benefícios, que, no futuro, serão convertidos para habilidades muito requisitadas por parte do mercado de trabalho.

Se, hoje, as relações empresariais já estão sendo pautadas pelo digital, em poucos anos, os profissionais deverão ter uma familiaridade significativamente mais expressiva com esse tipo de linguagem.

Do ponto de vista cognitivo, por meio da programação, é possível desenvolver uma série de competências socioemocionais e habilidades indispensáveis à formação integral da criança. Entre eles, podemos citar:

  • raciocínio lógico;
  • pensamento crítico;
  • trabalho em equipe;
  • espírito colaborativo;
  • liderança;
  • capacidade de resolução de problemas complexos.

Além disso, o ensino da programação vai ao encontro das chamadas metodologias ativas de aprendizagem, nas quais o aluno se torna um agente ativo no processo de ensino-aprendizagem e o professor passa a ser um facilitador no contexto pedagógico.

E para o dia a dia dos pequenos, existe a vantagem de tornar a escola mais divertida, já que eles verão, na prática, onde aplicar o que estão aprendendo. Isso desmistifica matérias tidas como complicadas, como a matemática.

Trata-se de fornecer uma metodologia que promova melhorias no desempenho, ao mesmo tempo em que seja atrativa. E essa é uma tendência mundial.

Quais as melhores formas de aplicar a programação na escola?

Ao ensinar programação de maneira contextualizada, as escolas conseguem não apenas transmitir tais fundamentos às crianças, mas, principalmente, tornar mais relevante o aprendizado nas diferentes disciplinas, independentemente se são de exatas, humanas ou biológicas.

Pensando nisso, separamos para você três exemplos de recursos para ensinar programação para crianças.

Usar a gamificação

A gamificação tem sido um recurso primoroso para o ensino da programação. Ao gamificar os conteúdos, os alunos são motivados a vencer desafios e desvendar o desconhecido.

Como o professor não precisa ser um programador para ensinar a linguagem da programação, ele tem o apoio de jogos digitais com interfaces gráficas que são verdadeiros tutoriais para os educadores.

A linguagem de programação também está inserida em atividades como a robótica. Podendo ser utilizada como ferramenta interdisciplinar, a construção dos robôs abriga vários fundamentos da linguagem da programação. Por meio dela, as crianças aprendem a concretizar projetos robóticos e solucionar problemas.

Transformar brincadeiras em desafios de lógica

Mas a gamificação também propõe atividades desplugadas que podem ser excelentes veículos para ensinar programação para crianças. Ao estabelecer jogos e brincadeiras “offline”, o professor pode implantar desafios de lógica, que, para serem resolvidos, dependem de técnicas que remetem à programação.

Os alunos deverão testar possibilidades, antecipar fatos e ter criatividade, assim como os programadores profissionais fazem.

Usar aplicativos de programação

Existem vários aplicativos no mercado que auxiliam o professor a desenvolver a programação, ainda que este não tenha habilidades na área. Tais aplicativos oferecem a possibilidade da interação com os conteúdos das disciplinas e promovem os conhecimentos de programação de maneira intuitiva.

Um bom exemplo desses aplicativos de programação, embora ainda não tenha uma versão “kids” oficial, é o CronAPP, que utiliza a chamada Programação Blockly para a arquitetura dos programas. Com essa linguagem, basta usar a abstração de peças de encaixar para construir os programas.

É uma plataforma que tem ajudado profissionais de várias áreas, como empreendedores, gestores, profissionais de TI e analistas, porque tem código aberto e de fácil aprendizagem.

As funcionalidades são múltiplas, permitindo a realização de projetos simples e complexos, e o custo-benefício é bastante atraente.

O que avaliar antes de escolher sua plataforma de desenvolvimento?

Para tornar o ensino da programação na sua escola algo divertido e enriquecedor, é necessário avaliar alguns pontos ao escolher a plataforma de desenvolvimento, que será a base de tais atividades pedagógicas. Veja quais são eles:

Custo-benefício

É importante verificar a relação entre o valor do serviço e as necessidades da escola. De nada adianta uma plataforma extremamente avançada, se você somente conseguirá realizar as atividades com crianças da educação infantil, que vão aprender de maneira intuitiva conceitos básicos.

Por outro lado, se você pretende desenvolver projetos de maior envergadura com alunos do ensino médio ou educação profissional, um serviço mais vistoso talvez seja uma excelente saída.

Curva de aprendizagem

Os alunos e, principalmente, os professores precisam dominar os comandos da plataforma de modo rápido e intuitivo. Então, se você precisar que seus profissionais tenham de passar por uma ampla capacitação para aprender linguagem de programação, certamente esse poderá ser um caminho equivocado.

A plataforma de desenvolvimento precisa ser tão fácil de utilizar quanto aplicativos de smartphones ou programas usuais de computador. Do contrário, haverá perda de tempo e estresse entre os educadores e alunos.

Produtividade

Veja quais funcionalidades a plataforma oferece e se ela será produtiva para seus alunos. Ela conta com códigos que podem ser utilizados de maneira eficaz por diferentes faixas etárias, ou é preciso contratar um tipo de serviço para cada fase do ensino?

Além disso, observe quão eficiente é a estrutura para sua proposta pedagógica. Procure observar, junto aos professores, se eles conseguirão acompanhar o desempenho dos alunos e a evolução das turmas nos desafios propostos. Em relação à autonomia, tente imaginar com que velocidade os usuários ganharão independência ao utilizar o sistema.

Tipo de plataforma

Existem dois modelos de plataforma. O primeira roda apenas nos servidores físicos da escola. O segunda, mais abrangente, fica instalada na nuvem. A principal diferença é que, se você trabalha com a intenção de que os alunos tenham condições de programar fora do ambiente escolar, somente com serviços de nuvem isso será possível.

Em caso de não optar por plataformas que funcionem na nuvem, você limitará seus projetos exclusivamente ao ambiente escolar. Logo, a escolha dependerá dos seus objetivos.

A programação para crianças pode ser considerada uma grande evolução no ensino. E, como você pôde perceber, é algo muito mais simples e tangível, que pode ser posto em prática em sua escola desde já.

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