ensino híbrido

O que é e como aplicar o ensino híbrido?

O ensino híbrido tem ganhado destaque no campo de educação graças à combinação de práticas tradicionais com o uso de novas tecnologias, ou seja, das TIC’s (Tecnologias de Informação e Comunicação) fundamentais para a área. No entanto, muitas pessoas têm dúvidas sobre como ele funciona e de que forma pode ser aplicado.

Para ajudar a sanar essas questões, separamos um pequeno guia com as principais características desse modelo, bem como dicas para você implementá-lo. Ficou curioso? Então, confira!

O que é ensino híbrido?

O ensino híbrido mescla atividades assíncronas baseadas em tecnologia com ações síncronas presenciais. Dessa forma, o aluno complementa conhecimentos adquiridos em um ou mais ambientes tecnológicos com atividades em grupo ou individuais em sala de aula com o professor.

Atualmente, corre-se muito atrás do emprego de tecnologias para atender às necessidades e especificidades do aluno. Nesse sentido, os instrumentos de apoio tecnológico estão evoluindo de forma incrível, indo além de meros repositórios de conteúdo. Hoje em dia, eles possibilitam grandes avanços na educação, fornecendo funcionalidades de diagnóstico do processo de ensino-aprendizagem e de apoio à personalização da educação.

Por sinal, na educação básica, há recursos que permitem colaborar no acompanhamento das dificuldades emocionais e sociais de alunos. Dessa forma, os professores podem planejar ações para executar intervenções efetivas e positivas junto a essas crianças.

Futuramente, como já ocorre em outros países, não haverá distinção entre ensino a distância e presencial, uma vez que se caminha para a existência de menos fronteiras entre ambas as formas de ensinar e aprender. Isso significa uma convergência de metodologias e práticas, em que haverá um processo de ensino-aprendizagem que mescla tecnologias empregadas pelo aluno em momentos em que estiver sozinho, ou trabalhando em grupo, enquanto outras serão aplicadas pelos professores. Não será necessária essa fronteira tão bem definida entre ensino físico e virtual como existe hoje.

Quais as vantagens do ensino híbrido?

O ensino híbrido envolve o uso de soluções com foco na customização das ações de ensino e de aprendizagem, apresentando aos educadores maneiras de integrar tecnologias digitais ao espaço e currículo escolar.

Além disso, esse enfoque desenvolve práticas que integram o ambiente presencial e on-line, no intuito de que os alunos aprendam mais e melhor. Por conta disso, ele é capaz de gerar os seguintes benefícios:

  • melhor aproveitamento do tempo do educador;
  • elevação do potencial da ação educativa objetivando intervenções efetivas;
  • planejamento personalizado e acompanhamento de cada aluno de forma mais precisa e presente;
  • maior engajamento dos estudantes no aprendizado;
  • oferta de experiências de aprendizagem que estejam vinculadas às distintas maneiras de aprender dos alunos;
  • otimização de custos com espaços físicos;
  • possibilidade de baratear mensalidades graças à economia obtida com esse modelo híbrido, o que permite captar mais alunos;
  • aproximação entre realidade escolar e o cotidiano de cada estudante.

É preciso destacar que, para o ensino superior, o MEC permite que 20% das atividades inclusas na grade curricular dos cursos presenciais sejam feitas por métodos que, atualmente, conhecemos por “educação a distância (EaD)”. Isso significa que o estudante não necessita estar fisicamente na sala de aula para cumprir com essas atividades.

Esse contexto se torna bom para o aluno, porque ele pode executar as tarefas exigidas sem se deslocar de casa. Também é bom para a escola ou instituição de ensino superior, porque ela reduz a carga horária docente e aumenta o aproveitamento das aulas e do tempo dos professores, que não precisam ficar repetindo informações.

Como ela pode ser aplicada e desenvolvida em IES?

O ensino híbrido beneficia a IES e os alunos envolvidos. Agora, como implantá-lo?

Primeiro, é preciso montar uma estrutura curricular que priorize ações mediadas por tecnologia. Com isso, deve-se ter grades curriculares e estrutura pedagógica compatíveis com o ensino híbrido.

Outro ponto a ressaltar é a necessidade de engajar e capacitar professores para que eles usem as plataformas tecnológicas dentro de uma estratégia que favoreça a aprendizagem do estudante. Para tanto, a instituição de ensino precisa contar com sistemas que apoiem essa estratégia.

Sua IES pode começar a implantação do projeto de ensino híbrido com os professores que estiverem mais engajados e favoráveis à nova metodologia. Com os resultados, haverá mais argumentos para convencer os docentes resistentes a se adequarem a nova proposta.

Qual a diferença entre o ensino híbrido e a educação a distância?

Existe uma confusão comum entre os conceitos de ensino híbrido e de educação a distância. Para entender melhor sobre o que os diferencia, é importante verificar as tecnologias e práticas que compõem ambos.

Segundo Romero Tori, autor do livro “Educação Sem Distância”, a necessidade de remover a limitação da distância, em uma sociedade cada vez mais informatizada, fez com que jogos, tecnologias de comunicação e simuladores sofisticados fossem incorporados rapidamente à EAD.

De modo resumido, podemos dizer que o EAD e o ensino híbrido se confundem porque, no passado, os instrumentos tecnológicos de educação se encontravam quase sempre vinculados ao ensino a distância. Os ambientes virtuais de aprendizagem eram tidos como sistemas de EAD e não plataformas de apoio à aprendizagem, conforme a acepção do ensino híbrido, ou complementação do que o estudante aprende ou vê em sala de aula.

Posto isso, é preciso deixar claro que o aprendizado mediado pela tecnologia não está restrito a cursos que se desenvolvem 100% na modalidade a distância, podendo ser empregado amplamente na educação híbrida.

Basta ter tecnologia para aplicar o ensino híbrido?

A tecnologia não basta para que haja engajamento por parte do aluno e, de fato, aconteça a aprendizagem. São necessárias metodologias adequadas, tendo por base a aprendizagem ativa e a interatividade.

Bons cursos a distância usam muita tecnologia, porém, também empregam técnicas pedagógicas, metodologias e design educacional avançados, de modo distinto de algumas abordagens arcaicas que têm por base aulas presenciais expositivas.

Unir aulas presenciais e atividades online possibilita a flexibilidade e a personalização da experiência para cada estudante. Isso porque deve-se procurar na educação o rompimento de barreiras e a eliminação de distâncias.

 

Integração com os instrumentos de gestão

É importante destacar que as ferramentas de gestão acadêmica e de aprendizagem devem estar preparadas para as novas metodologias. As soluções tecnológicas empregadas precisam possibilitar que os professores e coordenadores tenham controle dos passos cumpridos pelos alunos nos sistemas. Também é vital que permitam o acompanhamento dos históricos dos estudantes e executem a operacionalização desse processo de ensino híbrido.

sistema de gestão acadêmica deve, ainda, fornecer suporte à integração com as ferramentas tecnológicas de aprendizagem virtual e aos controles necessários, do ponto de vista gerencial, para adoção e implantação dessas estratégias. Outras atividades relevantes que precisam ser feitas por eles são:

  • acompanhamento da carga horária;
  • acompanhamento da interação;
  • monitoramento do uso que cada professor está fazendo do ambiente virtual de aprendizagem (AVA);
  • desenvolvimento do aluno etc.

Uma dica é usar um sistema de gestão educacional como o Lyceum, que se integra com qualquer AVA. Isso possibilita que os estudantes sejam transferidos, de forma automática, para o AVA e interajam com uma interface única.

Além do mais, as informações do que ocorre no AVA retornam ao sistema acadêmico construindo o prontuário, ou histórico, do aluno. Isso é fundamental para a análise dos resultados!

Preparando o corpo acadêmico para o futuro

De acordo com o último Censo, existe mais de um milhão de alunos em cursos de graduação EaD no Brasil. Número que não para de crescer. São milhares de novos cursos autorizados todo ano, tornando possível o sonho do diploma para quem não tinha acesso a uma universidade.

Implantar o ensino híbrido prepara a instituição e seu corpo acadêmico para a aprendizagem “sem distância”. Isto é, integrando alunos e docentes, de onde estiverem e ao seu tempo, a Educação, finalmente, será acessível a todos.

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