papel do professor na ead

EAD e o papel do professor: entenda como deve ser essa relação

As mudanças que ocorreram ao longo do tempo no mundo da educação certamente geraram novos desafios tanto para os alunos como para os professores. O professor na EAD, por exemplo, deve lidar com novas ferramentas na sua função de ensinar.

Embora a tecnologia tenha trazido muitos benefícios para o processo de aprendizagem, não se pode desconsiderar a importância desse profissional como facilitador para os alunos.

Mas como deve ser essa relação no ensino a distância? Confira o post para entender um pouco mais sobre a nossa visão do assunto.

Como é o papel de um professor na EAD?

Pensamos que o papel do professor, apesar de todas as mudanças, permanece o mesmo desde a Antiguidade. Sua missão é garantir que o aluno aprenda, e isso não deve mudar.

O que muda são as tecnologias, as técnicas e os métodos que ele pode usar para cumprir a sua função. Se antes os conteúdos eram escritos apenas em quadros negros, com giz, e em livros, hoje existem aplicativossoftwares, lousas eletrônicas e a internet.

No caso do ensino a distância, é preciso lidar com novos instrumentos no dia a dia para fazer essa dinâmica funcionar, mas o professor continua com a responsabilidade de transmitir conhecimento para capacitar seus alunos.

Qual é a importância de um professor em cursos de EAD na atualidade?

O EAD rompeu muitas barreiras de tempo e distância e permitiu maior flexibilidade à rotina de estudos. As vantagens oferecidas têm atraído cada vez mais alunos que, muitas vezes, sem essa condição, não teriam como melhorar sua formação, conquistar um diploma e alcançar melhores oportunidades profissionais.

No entanto, as facilidades de um ensino moderno e tecnológico podem gerar dúvidas para quem ainda não conhece bem a modalidade. Nesse sentido, o papel do professor costuma ser um dos pontos mais controversos. Tudo acontece pela internet? Não é mais necessária a presença do professor? Como funciona essa interação?

Na realidade, a importância desse profissional continua a mesma — só que a distância. Sua atribuição é fazer com que os alunos permaneçam motivados e absorvam os conteúdos propostos, estimulando o raciocínio e garantindo seu aprendizado.

Deve apresentar as matérias, discutir sobre temas relevantes, propor reflexões e exercícios, dar assistência, avaliar o desempenho de cada um, entre outras atividades que fizerem parte do plano pedagógico.

Acontece que é preciso contar com algumas tecnologias para transmitir as aulas para onde quer que os alunos estejam. Normalmente, elas acontecem por vídeos gravados que ficam disponíveis em uma plataforma ou mesmo ao vivo, em horários predeterminados.

Porém, além de passar o conteúdo, o professor deve atender às demandas dos alunos — já que cada um apresenta dificuldades e dúvidas distintas. Para isso, ele pode usar ferramentas como aplicativos de troca de mensagens, fóruns de debate, softwares como o Skype ou os tradicionais e-mails.

A ideia deve ser facilitar a comunicação entre duas pessoas que não se encontram na mesma sala de aula, de forma que a aprendizagem não seja prejudicada por esse motivo. Logo, a disponibilidade do professor para manter acesa essa interação é crucial para o cenário de EAD.

O professor, em algum momento, será substituído?

Acreditamos que essa não será uma realidade. O papel do professor é tão importante quanto era há milhares de anos. Desde Sócrates vemos a necessidade de desenvolver métodos de ensino para fazer o outro pensar e aprender.

É claro que a internet facilitou demais o acesso a muitos conteúdos. Ao mesmo tempo, o mundo virtual é como uma terra de ninguém, onde é possível encontrar de tudo — isso inclui coisas úteis e as nem tão relevantes assim, além de coisas verdadeiras e falsas.

Então, o desafio do professor continua sendo transmitir conteúdos com qualidade e importância, ajudando seus alunos a criarem capacidade crítica de tudo aquilo que consomem.

Existem também os autodidatas, mas sabemos que nem todo mundo tem essa capacidade. Portanto, a contribuição que um educador oferece a uma pessoa continua sendo importante para o seu desenvolvimento, o que muda são as formas com que ele faz isso.

Quais as principais diferenças de um professor convencional para um professor na EAD?

Provavelmente, a principal diferença seja que um professor na EAD deva estar mais familiarizado com as tecnologias e preparado para interagir com seus alunos que estão espalhados por aí — apesar de essa interação não exigir contato físico (o que é uma vantagem para os mais tímidos).

Já os profissionais mais tradicionais, que ainda não enxergaram a necessidade de dar esse salto, devem continuar no ensino convencional. Aliás, lidar com os alunos fisicamente dia a dia e coordenar uma sala de aula também não são tarefas fáceis e é ótimo que haja quem prefira esse tipo de desafio.

Além disso, a carreira em EAD, geralmente, requer algumas características específicas, como:

  • capacidade de transcrever para um meio físico (tipo uma apresentação ou filmagem) o que se produz em uma aula presencial;
  • disponibilidade para atender os alunos, muitas vezes de forma individualizada;
  • habilidade para transmitir o assunto da maneira mais interessante possível, para conseguir envolver o aluno que está distante e fora da sua atenção visual;
  • disposição para entender o perfil da turma e adaptar os conteúdos como for preciso, já que a falta de contato físico dificulta um pouco a percepção do espírito da turma para poder adequar a abordagem;
  • interesse em conhecer e aprender sobre novas ferramentas digitais que facilitem o contato com os alunos;
  • capacidade de encontrar um tom genérico, que seja caloroso e solene, trabalhando entre a informalidade e a formalidade (para que não seja chato, mas que faça o aluno levar a sério).

Enquanto isso, a flexibilidade de horários é outro fator que deve ser levado em consideração. O professor convencional deve seguir uma rotina de horários mais rígida, o que na EAD pode ficar por conta da organização da agenda de cada um.

Enfim, as diferenças são pontuais de acordo com os métodos utilizados por cada modalidade. Mas, de forma geral, há muitas semelhanças no que diz respeito às responsabilidades e funções de ambos.

O mais importante é que, seja qual for o ambiente de aprendizagem, o profissional tenha a consciência de promover uma construção coletiva do conhecimento. Usando a tecnologia ou não, seu papel de auxiliar o aluno nesse processo não deve ser esquecido, de modo a garantir consistência, qualidade e robustez ao ensino oferecido pela instituição.

Deixamos aqui o nosso agradecimento especial ao professor Ciro Barbieri da Cunha, que contribuiu com toda a sua experiência para a produção deste artigo.

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