Limitações no crédito estudantil oficial estimulam opções privadas

Com as mudanças no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), é hora de buscar alternativas ao crédito estudantil oficial. Menos populares que o programa federal, as opções vão de bancos a fundo de investimento, passando por planos de universidades.

Entre os fundos, dois se assemelham ao Fies: o Pravaler e o Fundaplub. O primeiro financia até 100% da mensalidade; o segundo, até 50%. “Aluno paga menos por mês por mais tempo”

Com as mudanças no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), é hora de buscar alternativas ao crédito estudantil oficial. Menos populares que o programa federal, as opções vão de bancos a fundos de investimento, passando por planos de universidades.

Entre os fundos, dois se assemelham ao Fies: o Pravaler e o Fundaplub. O primeiro financia até 100% da mensalidade; o segundo, até 50%. “O aluno paga menos por mês por mais tempo”, resume Rafael Baddini, diretor da Ideal Invest, empresa responsável pelo Pravaler.

Ambos pagam o preço total à universidade por um semestre, e cobram o valor do aluno com juros nos 12 meses seguintes. É preciso ter fiador com renda de até três vezes o valor da mensalidade.

A brecha em pagar só metade da mensalidade no curso de design digital, no Anhembi Morumbi, fez Viviane Xavier, 24, aderir ao Pravaler. “Foi de grande ajuda.” Os dois planos devem ser renovados por semestre e não têm acúmulo de parcelas.

A diferença entre os programas privados e públicos de financiamento é a carência. No primeiro, os alunos começam a pagar ainda no curso e não ao final da graduação.

“Hoje as pessoas já trabalham durante o curso”, diz Nivio Delgado, diretor da Fundação Aplub, que gerencia o Fundaplub.

Outro subsídio é o do Bradesco, que exige do estudante uma conta universitária. “Algumas universidades dão descontos para quem usa esse financiamento”, diz o diretor João Gomes da Silva.

As instituições de crédito mantêm parceria com as faculdades. O Pravaler tem mais de 200 universidades, como Estácio e Mackenzie, de São Paulo; já o Fundaplub, tem quase 30, sendo a FEI e a PUC-Campinas as mais conhecidas. O Bradesco tem nove, entre elas ESPM e IBMEC.

A tendência é que os financiamentos se diversifiquem. A Abraes (entidade do ensino básico e superior particular) prepara um novo projeto de crédito, que será analisado pelo MEC em dois meses, adiantou a diretora-executiva Elizabeth Guedes.

NAS FACULDADES

A rede Ser Educacional, com escolas no Norte e no Nordeste, tem o Educred, que subsidia até 50% da mensalidade.

Para participar, também é preciso ter fiador. O crédito deve ser renovado semestralmente e a cobrança começa 30 dias após a formatura.

No Senai, de São Paulo, o aluno também paga, após seis meses de formado, o equivalente à mensalidade em vigor no mês em que inicia o pagamento. É como no programa da PUC do Paraná. “Ex-alunos começam a pagar o que foi financiado a partir de seis meses de formado. Assim, financiamos os que estão entrando no programa”, diz a gestora Daniele Ribaski.

Para fazer parte dessa modalidade, assim como da ESPM, a renda do estudante é analisada. O programa da PUC-PR cobre até 50% da parcela; o da ESPM vai até 80%.

RISCOS

Facilidades apresentadas, é hora de lembrar os riscos, como os juros, que crescem em caso de atraso nos pagamentos.

Para Samy Dana, economista da FGV e colunista da Folha, “o jovem deve colocar as contas no papel e projetar os próximos quatro ou oito anos.”

“O crédito financeiro ajuda se for para uma faculdade de qualidade.”

Diógenes Donizete, que lida com superendividados no Procon-SP, recomenda não financiar mais que 30% da renda. “Se ultrapassar, fica arriscado”, finaliza.

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Fonte: Folha de São Paulo.

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