desafios do ensino hibrido

Descubra as vantagens e desafios do ensino híbrido

Você sabe o que é ensino híbrido? Com as tecnologias de informação e comunicação cada vez mais rápidas e integradas, a sala de aula e o processo de aprendizado passam por transformações significativas.

Desde o surgimento da educação a distância (EAD), há mais de quinze anos no ensino superior, educadores buscam modelos de aprendizado inovadores, que atendam às necessidades das novas gerações de alunos para uma educação mais eficiente, interessante e personalizada.

Assim, para oferecer “o melhor de dois mundos” — isto é, as vantagens da educação online combinadas com todos os benefícios da sala de aula tradicional -, surgiu o modelo híbrido, também conhecido como semipresencial, blended-learning ou b-learning.

Adoção do ensino híbrido

Nessa tendência, em 2016, a Universidade Positivo (UP), de Curitiba (PR,) lançou seus três primeiros cursos de graduação na modalidade híbrida: Educação Física (Licenciatura), Pedagogia e Gastronomia (Tecnológico).

De acordo com o pró-reitor acadêmico da UP e diretor da Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED), Carlos Longo, a metodologia já vinha sendo aplicada na instituição desde 2013, em alguns cursos de EAD.

Segundo longo,  as instituições de ensino precisam atender às necessidades da sociedade, do mercado de trabalho e desses estudantes, que aprendem de forma muito diferente do que as gerações anteriores aprendiam há dez anos atrás.

Hoje, já existem centenas de docentes que trabalham com metodologias ativas e que, cada vez mais, integram as tecnologias com a sala de aula. O objetivo dos cursos híbridos é formar profissionais capazes de desenvolver competências de liderança, solução de problemas e tecnologicamente conectados com um mundo em transformação.

O futuro da educação segue o modelo de evolução já adotado em outros setores da economia, como o varejo e o mercado automotivo, que é a fusão do tradicional com as novas tecnologias. No Brasil, a transformação deverá ser percebida com mais força ainda em 2018, apesar da modalidade ter sido regulamentada pelo Ministério da Educação em 2004.

Vantagens do modelo de ensino híbrido

O modelo de ensino híbrido dá aos estudantes controle sobre o tempo, local, caminho e ritmo nos quais eles podem acessar os conteúdos e instruções.

Assim, a metodologia traz autonomia e otimiza o tempo que os estudantes utilizam para aquisição de informação – uma atividade que responde por 40% do tempo de sala de aula, segundo um estudo realizado com alunos de educação superior da Asia e Europa e apresentado no The Global High-Level Policy Forum, organizando pela UNESCO, em parceria com a ICDE, em junho de 2015, em Paris.

Os alunos podem adquirir as informações que precisam por meio de um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) dinâmico, com e-books, jogos e videoaulas, como acontece em cursos semipresenciais e a distância de diversas instituições de ensino, de forma a aproveitar os momentos de sala de aula para troca de conhecimento e aprendizado, que alinha teoria e prática com a utilização de metodologias ativas.

As ações no AVA ainda acontecem com suporte constante de professores tutores, que são especialistas na área de conhecimento da disciplina. Sendo assim, é fundamental ter um AVA fácil de usar, colaborativo, móvel,

Como se não bastasse, as mensalidades dos cursos híbridos são até 30% menores que os presenciais, podendo atender inclusive moradores de outras cidades e contribuir para reduzir o número de 15 milhões de adultos entre 25 e 30 anos que ainda não possuem curso superior no Brasil.

Como funciona na prática

Os cursos híbridos (semipresenciais) têm o mesmo valor que os de uma graduação presencial reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). A estrutura do curso garante que a porção teórica de cada disciplina seja realizada online, com o acompanhamento de professores tutores, enquanto a prática acontece em encontros presenciais, em atividades preferencialmente em grupo, sob orientação de professores do curso. Assim, as matérias são planejadas a partir de roteiros de aprendizagem.

Os cursos híbridos possuem encontros presenciais, que são apoiados pelo ambiente virtual de aprendizagem (AVA) e gerenciados pelo software de gestão acadêmica. As tecnologias são um apoio importante, mas as estratégias pedagógicas que estão por trás dos softwares são essenciais.

Por isso, é fundamental investir para que cada elemento do curso tenha a conexão entre teoria e prática – seja nos textos, nas videoaulas ou nos jogos, que reforçam o entendimento de forma dinâmica e lúdica.

Além do já supracitado, a proposta é que o aluno leve para fora da sala de aula virtual debates relevantes, relacionados aos temas de estudo, seja em redes sociais ou fóruns. Toda vez que o professor coloca uma temática, os alunos entram na discussão e muitas vezes esse debate na rede social avança na sala de aula.

A melhor forma de absorver a aprendizagem é combinando, de forma equilibrada, três processos: a aprendizagem individual, a aprendizagem em time e a aprendizagem mediada por professores experientes. Com o modelo híbrido fica fácil misturar esses processos, dispondo de tecnologias digitais, sala de aula virtual, videoaulas, abordagens pedagógicas combinadas, salas de aula invertidas, entre outras.

Desafios do ensino híbrido

Para criar os cursos a distância e semipresenciais, é fundamental capacitar o corpo docente e coordenadores para o uso das tecnologias de informação e comunicação em metodologias ativas diversas.

Durante a implementação do modelo, o principal desafio é engajar os professores sobre a importância de construir um processo de ensino e aprendizado em conformidade com os desafios de um mundo em transformação.

Ainda, o ensino híbrido é uma ferramenta importante para ampliar o número de alunos no ensino superior. Dados da Unesco mostram que haverá 430 milhões de pessoas entrando na educação superior em 2030. Sem tecnologia, não haveria nem salas de aula, nem professores em número suficiente.

Por fim, saiba que serão bem-sucedidas as instituições de ensino superior (IES) que souberem criar caminhos que permitam atender com mais eficiência às necessidades dos alunos e da sociedade atual.

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