aprendizagem baseada em projetos

Aprendizagem Baseada em Projetos: tudo o que você precisa saber

Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP), ou Project Based Learning (PBL), é uma técnica moderna que tem ajudado instituições de ensino e professores a enfrentar de forma eficiente os desafios de gestão educacional atuais. Ela foca nas vivências práticas, levando a uma maior participação dos alunos durante o processo de aprendizado.

Graças a isso, é possível criar experiências em sala de aula mais envolventes, duradouras e que geram, de fato, impactos positivos na vida dos estudantes. Isso, por sua vez, contribui para uma gestão acadêmica centrada em colaborar com os alunos, levando-os a desenvolver habilidades úteis e necessárias no mercado atual.

Quer saber mais sobre Project Based Learning? Continue lendo e veja o que preparamos acerca desse tema!

O que é Aprendizagem Baseada em Projetos?

A Aprendizagem Baseada em Projetos é focada na construção de conhecimento por intermédio de um trabalho longo e contínuo de estudo, cujo propósito é atender a uma indagação, a um desafio ou a um problema.

Partindo desse ponto, os estudantes começam um processo de pesquisa, de estabelecimento de hipóteses e de procura por recursos para conduzir essa atividade. Também envolve a aplicação prática da informação obtida até se alcançar um produto final ou uma solução satisfatória para a questão inicial.

Para que isso ocorra, é preciso começar com um problema desafiador, sem respostas fáceis que possam ser obtidas rapidamente, por exemplo, no Google. É necessário estimular a imaginação, incentivando os alunos a ir atrás de soluções.

Graças a isso, a Aprendizagem Baseada em Projetos une, até certa medida, o processo de ensino e a prática, tornando-os inseparáveis. Ao aplicá-la, envolve-se a exploração do contexto, o desenvolvimento de ideias a partir do conhecimento e a comunicação entre pares.

Uma grande vantagem dessa metodologia ainda reside no fato de os alunos conseguirem organizar suas descobertas por meio de gráficos e estatísticas, vídeos, aplicativos e programas simples, entre outros instrumentos multimídia.

Com o uso dessas ferramentas, eles demonstram seus conhecimentos por meio de apresentações ou produtos voltados para um público real. Paralelamente a isso, os professores podem repassar à turma os resultados e as avaliações feitas sobre o desempenho de cada aluno para enriquecer ainda mais o processo de ensino.

Vale destacar que, na Aprendizagem Baseada em Projetos, o tempo de “trabalho” pode variar de poucas semanas a um semestre, mas, normalmente, é longo. Durante esse período, os participantes dedicam maior atenção a seus projetos enquanto buscam soluções para problemas do cotidiano.

O Project Based Learning tem o propósito de integrar diferentes conhecimentos, além de fomentar o desenvolvimento de competências. Aliás, ao estimular a solução para problemas do mundo real, ele permite o controle de quais aprendizados e habilidades serão adquiridos.

Com isso, a metodologia pretende que os estudantes não só desenvolvam competências, como construam seus conhecimentos e trabalhem de maneira colaborativa.

Como funciona a Aprendizagem Baseada em Projetos?

É necessário mencionar que em Aprendizagem Baseada em Projetos, o professor não deve expor todo o conteúdo de ensino planejado para que, em seguida, a classe inicie os trabalhos de pesquisa. Pelo contrário, são os próprios estudantes que têm de buscar os materiais e conhecimentos para alcançar os propósitos de aprendizado propostos.

O papel do professor, nesse caso, é atuar como um orientador, intermediando e colaborando pontualmente com os alunos. Graças a isso, para uma mesma questão inicial, os grupos que se formam podem alcançar respostas e resultados distintos, podendo, inclusive, acrescentar conhecimentos diferentes e complementares uns aos outros.

Geralmente, a forma de aplicar o Project Based Learning é bastante simples. Veja alguns de seus passos e tópicos principais:

  • sugere-se um problema;
  • os alunos investigam suas possíveis causas e elaboram hipóteses;
  • após conhecer melhor o desafio e suas origens, definem táticas para a resolução do desafio;
  • estabelecem um plano;
  • apresentam o plano e o executam, podendo demonstrar os resultados depois;
  • são avaliados pelo orientador (veremos melhor esses passos adiante).

O ponto-chave é que cada estudante seja capaz de interagir com sua realidade, identificar o que há de errado e entender o que precisa ser melhorado ou resolvido. A partir disso, ele deve sugerir um ou mais modos de prevenir ou solucionar o desafio.

Por exemplo, se a pergunta inicial envolve como incentivar uma comunidade a economizar água, os alunos poderão encontrar diferentes caminhos para isso. Um grupo pode buscar as principais práticas que contribuem para a redução do consumo e montar uma cartilha, enviando-a por e-mail às pessoas ou distribuindo-a de forma física.

Outro time de estudantes pode desenvolver um aplicativo que ajuda a calcular o consumo de água em diversas atividades, fornecendo estimativas após a pessoa indicar o tipo de tarefa e o tempo gasto em cada uma. Essa informação pode ajudá-la a entender o quanto gasta desse recurso natural, podendo diminuí-lo.

Devido a esse fator, o Project Based Learning consegue envolver o ensino híbrido de diferentes recursos e métodos, além da transdisciplinaridade. Em outras palavras, engloba temáticas, competências e recursos de várias matérias acadêmicas.

É importante observar que a Aprendizagem Baseada em Projetos funciona de modo a desenvolver habilidades como autonomia, proatividade e curiosidade para a resolução de problemas. Também fomenta a comunicação interpessoal e o trabalho em equipe, tanto entre os alunos quanto entre estudantes e professor. Por sinal, o educador passa a ser um colaborador orientador e não apenas o encarregado de passar conteúdo de forma vertical.

No que é baseado a Aprendizagem Baseada em Projetos?

Além de incentivar os estudantes a solucionar problemas sozinhos e em equipe por meio de tentativa e erro, o Project Based Learning faz com que eles atuem em dilemas do dia a dia, isto é, da vida real. Para isso, desenvolvem-se projetos, assim como profissionais, empresas e órgãos sociais e ambientais fazem, porém em escala menor.

Em vez de ministrar aulas e submeter os estudantes a elas durante a semana, o educador planeja uma ideia que gerará projetos mais colaborativos. Essa ideia deve envolver as diferentes habilidades que os alunos necessitarão aprender durante o desenvolvimento das soluções que terão consequências no mundo real.

Devido a esse modo de operar, a Aprendizagem Baseada em Projetos funciona como um método de capacitação ativa, propondo a inclusão de uma atividade prática como instrumento de ensino.

Resumidamente, podemos dizer que, em vez de explicar os detalhes de um tema, o estudante é chamado a participar, por meio de vivências e ações reais, para desenvolver a competência desejada. Portanto,  a Aprendizagem Baseada em Projetos utiliza por base a prática aliada ao ensino acadêmico.

O estudante também consegue aprender alguns processos essenciais para a condução de projetos, como:

  • elaboração de hipóteses;
  • refinamento de ideias;
  • realização de previsões;
  • experimentação de hipóteses;
  • coleta de dados;
  • realização de novos questionamentos;
  • desenvolvimento de materiais concretos (aplicativos, relatórios, documentos etc.).

Quais são os aspectos essenciais da Aprendizagem Baseada em Projetos?

Questão complexa e instigante

Existem alguns pontos que são necessários à aplicação da Aprendizagem Baseada em Projetos em uma classe. O primeiro deles é ter uma questão complexa que instigue a curiosidade e a participação dos alunos.

É a partir dela que o programa será desenvolvido. Vale destacar que os trajetos feitos para respondê-la não precisam ser definidos previamente, pois cada aluno ou grupo pode encontrar respostas diferentes para esse desafio, mas igualmente satisfatórias.

Definição de habilidades específicas que serão desenvolvidas

Como mencionado, a questão inicial não deve ser facilmente respondida, pois os alunos precisam de empenho para solucioná-la. Isso é necessário para que desenvolvam as habilidades desejadas e absorvam determinados conhecimentos.

Para tanto, a ideia inicial, a questão e o projeto devem ser desenvolvidos já se tendo em vista o que se espera da turma. Os estudantes devem adquirir habilidades exercitando:

  • a comunicação;
  • o raciocínio lógico;
  • a colaboração e o trabalho em grupo;
  • a criatividade;
  • o pensamento reflexivo;
  • a capacidade de usar diferentes recursos tecnológicos;
  • a mensuração e o controle de tempo;
  • a tolerância a frustrações (quando os projetos não vão como o esperado);
  • a resiliência;
  • a persistência por meio de tentativa e erro etc.

Pesquisa, criatividade e inovação

Os estudantes precisam aprender a pesquisar de forma mais ampla, conduzindo buscas em diversos mecanismos e mídias, como no acervo acadêmico digital, em periódicos de ciência, nos motores de buscas (Google, Bing) etc.

É recomendado que eles também busquem informações em formatos diferentes, indo além dos mais comuns (vídeos, posts e artigos). Nesse caso, é indicado sugerir a eles entrevistas, fóruns, reportagens, entre outros materiais, sem, é claro, esquecer-se dos livros.

Conteúdo aprofundado

O conteúdo que será trabalhado — e que necessita dos projetos para ser adequadamente transmitido — deve ser aprofundado, além de ser relevante para o crescimento profissional e acadêmico dos estudantes.

Alunos como centro da Aprendizagem Baseada em Projetos

No Project Based Learning, os alunos são protagonistas e têm voz ativa. Isso quer dizer que eles precisam desenvolver autonomia. Para tanto, devem decidir os caminhos a seguir em seus projetos, contando com a orientação do professor.

Ele, por sua vez, precisa ter cuidado para não interferir demais nos projetos, pois sua atuação envolve, entre outras coisas, conduzir, instruir e indicar possíveis fontes de conhecimento que ajudarão os estudantes.

Avaliações e feedbacks

Embora seja necessário cuidado para não “podar” a voz e a criatividade dos alunos, o professor deve entregar feedbacks constantes ao longo do desenvolvimento dos projetos. Isso os ajudará a enriquecer seus repertórios de conhecimentos, além de melhorar seus planos ao longo do tempo. Também poderão resolver entraves e mudar rumos que podem não levar a resultados satisfatórios.

Apresentação dos resultados

O momento de apresentar o projeto concluído é fundamental para os alunos. Isso estimula a comunicação e a liderança, ao mesmo tempo em que os incentiva a evoluir em projetos seguintes. Há também a preparação para o mercado profissional, uma vez que apresentações de projetos, resultados, planos, entre outros temas são comuns no mundo empresarial.

Como implementar a Aprendizagem Baseada em Projetos na minha instituição de ensino?

Implementação pela instituição de ensino

Para implementar a ABP na instituição de ensino, é preciso mudar a mentalidade dos professores, cuja formação envolve majoritariamente o ensino pelo modelo convencional. Para tanto, é importante fornecer treinamentos e buscar o apoio deles para a implementação dessa metodologia inovadora em sala de aula.

Isso poderá levar tempo e requerer muitos recursos, uma vez que é necessário transformar suas atividades e repensar o modo de avaliação dos alunos. Também será preciso assegurar o atendimento a todas as áreas do currículo nacional, de modo que os alunos fiquem preparados para realizar testes padronizados, como vestibulares, Enem, Enade etc.

Implementação em sala de aula pelos professores

A implementação da ABP em sala de aula pode ser planejada e executada em etapas. A seguir, veja um pequeno guia para isso.

Criação e planejamento dos projetos

Nessa primeira etapa, o professor deve definir o problema central que será resolvido — por meio dos projetos — pelos alunos. Ele tem que formular uma questão de orientação que seja complexa, mas passível de ser resolvida pelos estudantes.

Contudo, vale reforçar: a resolução não deve ser rápida com o uso do Google. Ela também deve ser instigante e suscitar um debate inicial, para que o educador consiga mensurar o nível de conhecimento que sua turma tem sobre ela.

Também será necessário planejar as atividades a serem desenvolvidas, como exposições em sala, debates, apresentações dos resultados das etapas dos projetos etc. Para organizar melhor isso, é fundamental confeccionar um cronograma de atividades.

Condução e desenvolvimento dos projetos

Nessa fase, é preciso estimular constantemente os estudantes para que não desanimem e consigam desenvolver adequadamente seus projetos. É vital manter o diálogo e incentivar a turma a continuar suas pesquisas. Também é preciso reforçar os pontos a serem trabalhados, deixando claro as competências que eles devem desenvolver e que serão avaliadas ao final.

Vale uma observação: se os projetos envolverem a fabricação de produtos ou materiais com os quais eles não estão acostumados (um curta-metragem, um software, um equipamento etc.), indique profissionais que podem atuar como orientadores. Também recomende a realização de entrevistas com pessoas da área do projeto.

Monitoramento do processo

É preciso acompanhar de perto o desenvolvimento das atividades e realizar ajustes, se necessário. Para isso, selecione indicadores de desempenho educacional e busque analisar a progressão de cada aluno. Observe se as atividades selecionadas estão realmente contribuindo para o desenvolvimento de habilidades e para a aquisição dos conhecimentos desejados.

Confira também se o cronograma está sendo respeitado ou se há muitos atrasos que exigem a modificação de datas. Tente manter tudo dentro do tempo planejado, exceto se houver imprevistos que justifiquem a mudança no calendário dos projetos.

Apresentação dos projetos

Antes dos dias de apresentações, é importante conversar com cada equipe para que sejam providenciados os materiais necessários para as exposições (projetores, salas maiores, sistema de som etc.). Durante a exposição, fique atento à forma como eles se organizam e apresentam o produto ou solução em que trabalharam.

Avaliação

A última etapa é a de avaliação dos alunos. Ela pode ser feita durante e após a apresentação e, caso o produto/solução seja aplicado na comunidade, depois dos resultados de sua aplicação.

É importante que o professor realize avaliações dos alunos para que eles possam medir seus desempenhos e analisar o que precisam melhorar. Cada estudante também deve realizar uma autoavaliação para tentar entender, por si, o que falta aprimorar e de quais conhecimentos ainda necessita.

Isso, aliás, gera a possibilidade de comparar a avaliação de ambos (aluno e professor). Caso elas sejam divergentes, é recomendado agendar uma reunião entre os dois. Nessa ocasião, o estudante poderá explicar qual foi o seu entendimento do conteúdo, apontar aspectos que talvez o educador não tenha notado e justificar sua performance (e seus resultados).

O professor e os alunos precisam refletir sobre o processo para que consigam sintetizar novos conhecimentos — especialmente os estudantes. Essa reflexão também pode ser feita por meio de uma discussão em grupo, de modo que todos contribuam com ela e aprendam uns com os outros.

Aliás, tal possibilidade é uma das vantagens da Aprendizagem Baseada em Projetos: permitir que os resultados de um projeto concreto sejam compartilhados, debatidos e analisados. Isso poderá gerar novas ideias que conduzirão a outras questões e projetos.

Quais são os recursos necessários?

Os principais recursos necessários para a aplicação dessa metodologia são tempo, esforço e um investimento adequado em equipamentos, já que uma das premissas do método é o uso das tecnologias para instituição de ensino.

Sendo assim, é importante disponibilizar computadores, plataformas de conteúdo, equipamentos de projeção e som, entre outros itens. Eles serão fundamentais para o desenvolvimento dos projetos, pois fornecem o amparo tecnológico necessário para que alunos de diferentes condições sociais e econômicas consigam conduzir as atividades do Project Based Learning.

Quais resultados esperar da Aprendizagem Baseada em Projetos?

O principal resultado que essa metodologia pode gerar é o maior preparo dos estudantes para buscar o sucesso acadêmico, profissional e pessoal. Dessa forma, eles se tornam mais aptos a enfrentar os desafios atuais, em que a tecnologia e as habilidades interpessoais são cada vez mais exigidos. Isso tudo enquanto desenvolvem pensamento crítico e criatividade.

O exemplo da New Technology High School

Um bom caso de êxito está na escola estadunidense New Technology High School, de Napa, Califórnia, que segue totalmente o Project Based Learning desde a sua fundação em 1996.

Nela, os educadores desenvolvem suas instruções em torno de resultados de aprendizagem desejados, que são incorporados em todos os projetos, relatórios de classificação e avaliações. São eles:

  • pensamento crítico — para conseguir desenvolver essa habilidade, é preciso enfrentar desafios complexos;
  • comunicação oral — essa competência é desenvolvida estando presente;
  • colaboração — para saber como contribuir com os demais, é necessário atuar em equipe;
  • comunicação escrita — requer que os alunos sejam instigados a escrever;
  • preparação de carreira — para atender a esse item, é importante realizar estágios;
  • cidadania e ética — esse aspecto requer o enfrentamento a questões cívicas e globais;
  • alfabetização tecnológica — os alunos precisam manusear recursos tecnológicos para que esse propósito seja alcançado;
  • padrões de conteúdo (áreas de conteúdo específicas que os estudantes devem aprender) — para os alunos adquirirem os aprendizados desejados, é fundamental pesquisar e realizar os itens acima.

Para atender a esses 8 princípios, os professores e instrutores iniciam cada unidade pondo os estudantes em um projeto real ou realista. Ele deve envolver o interesse dos alunos e gerar uma série de conhecimentos que eles necessitam aprender.

Alguns exemplos de projetos que foram feitos envolveram abordar questões financeiras, como se os alunos fossem um time de assessores econômicos do presidente, e apresentar um plano ao Congresso para solucionar a crise do petróleo.

Quais são os benefícios de utilizar essa metodologia?

Ela pode tornar as atividades acadêmicas mais dinâmicas e interessantes para os alunos, que passam do papel de receptores passivos de conteúdo para o de agentes ativos de aprendizado. Isso pode acarretar:

Outro ponto importante é que eles conseguem demonstrar a compreensão que tiveram nos projetos do modo como desejarem, por meio de apresentações, materiais interativos e até mesmo música. Isso colabora para ampliar a criatividade e a autonomia deles.

O Project Based Learning pode revolucionar o ensino (especialmente o universitário) ao aproximar o que se aprende em sala de aula do que se vivencia no dia a dia em empresas e outras entidades do mercado.

Portanto, vale a pena buscar compreender mais sobre ele a fim de aplicá-lo em sua instituição de ensino. Nesse caso, é possível começar com pequenos testes, até se ter uma melhor noção dos seus benefícios.

Como visto, o Project Based Learning é um método de ensino que alia a prática à teoria, impulsionando diferentes habilidades nos alunos. Sua adoção pode torná-los mais bem preparados para o mercado de trabalho e para a vida pessoal fora da sala de aula, fornecendo a eles a capacidade de fazer planos por meio de projetos e objetivos.

Agora que você já sabe o que é Project Based Learning e sua importância para uma instituição de ensino, que tal descobrir como um sistema de gestão acadêmica contribui para potencializar a aprendizagem ativa?