Univap inicia segunda fase de testes que podem inovar o tratamento de pacientes com Mal de Alzheimer

Univap inicia segunda fase de testes que podem inovar o tratamento de pacientes com Mal deAlzheimer

Inédita no país, pesquisa do Laboratório de Nanotecnologia Biomédica, está desenvolvendo um nanodispositivo para liberação de fármacos para tratamento; Nova fase prevê testes em camundongos

São José dos Campos, outubro de 2015 – Pesquisadores do IP&D (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Univap (Universidade do Vale do Paraíba) iniciam a segunda fase de testes de um nanodispositivo capaz de inovar o tratamento usual do Mal de Alzheimer.

O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções intelectuais (memória, orientação, atenção e linguagem), reduzindo as capacidades de trabalho e relação social e interferindo no comportamento e na personalidade.

Segundo a Abraz (Associação Brasileira de Alzheimer), existem cerca de 35,6 milhões de pessoas com a doença no mundo. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico.

Realizada no Laboratório de Nanotecnologia Biomédica da Univap, a pesquisa é coordenada pelo Profº Dr. Anderson de Oliveira Lobo e pela estudante de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Biomédica, Geisa Nogueira Salles.

Inédito no país, o projeto associa um polímero e um peptídeo, formando um dispositivo subcutâneo semelhante ao plástico que é capaz de liberar na corrente sanguínea do paciente um fármaco de rápida absorção e de ação prolongada.

A utilização do peptídeo foi avaliada pela doutoranda Geisa Salles durante o período em que esteve na Universidade de Ulster, na Irlanda do Norte. “Na Irlanda, a pesquisa estava voltada ao tratamento da diabetes, aqui na Univap desenvolvemos os estudos para o tratamento do Alzheimer e as respostas vêm sendo muito positivas e estimulantes”, disse.

Segundo Lobo, as características do dispositivo polimérico com o peptídeo incorporado ampliam a efetividade da droga e minimizam os sintomas do Mal de Alzheimer.

“O que chamou a nossa atenção foi o tempo de absorção do fármaco no tecido sanguíneo. Depois de ser aplicada, a droga é absorvida ao longo de um período de 10 horas. Os medicamentos que são administrados atualmente têm tempo de meia vida de aproximadamente 7 horas. Este é um resultado extremamente importante”, disse.

Os resultados dos testes, que tem fomento aprovado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) com valor de, aproximadamente, R$ 140 mil , foram obtidos na primeira fase do projeto que avaliou a eficácia do nanodispositivo em células.

A próxima etapa, prevista para ser iniciada nos próximos meses, será realizada com a aplicação dos dispositivos em camundongos transgênicos que apresentam a doença. O procedimento já está devidamente aprovado pelo Conselho de Ética da Universidade, fator fundamental para a continuidade do estudo.

Sobre a Univap

Fundada em 1992, a Univap (Universidade do Vale do Paraíba) é uma instituição comunitária sem fins lucrativos, de ensino, pesquisa e extensão mantida pela Fundação Valeparaibana de Ensino e conta com dois Campi na cidade de São José dos Campos.

Mantém o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento, 6 Programas de Mestrado e 3 de Doutorado (Stricto Sensu) e cinco faculdades nas áreas de exatas, humanas e biológicas que abrigam mais de 30 cursos de graduação, e com corpo docente formado por mais de 78% de doutores e mestres.

Fonte: InfoTau