Flexíveis, mas exigentes, cursos de MBA a distância crescem

A disparada do ensino a distância no Brasil ainda não atingiu em cheio o mercado de MBAs, mas isso está começando a mudar. “O número de matrículas tem aumentado muito. Com a alta do dólar, a tendência é crescer ainda mais”, afirma Luciano Sathler, que é diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância.

No exterior, instituições de renome já oferecem MBAs a distância, mas, com o real desvalorizado, a opção afasta os brasileiros.

Para estudar a distância na IE Business School (espanhola que lidera o ranking de MBAs on-line do jornal britânico “Financial Times”) é preciso desembolsar cerca de R$ 189 mil. Um curso na Universidade da Flórida, terceira da lista, sai por R$ 205 mil.

No Brasil, o MEC (Ministério da Educação) não registra separadamente o número de MBAs a distância, só o de pós-graduações lato sensu -cuja lista hoje inclui 199 cursos.

O grande atrativo do curso a distância é a flexibilidade.

Coordenadora de projetos numa consultoria, Marciléia Toledo, 48, optou pela modalidade por causa do trabalho. “Viajo muito, seria difícil comparecer às aulas”, conta a aluna do MBA de Gerenciamento de Projetos na FGV.

Para a engenheira agrônoma Lígia Pinotti, 36, a distância foi o principal fator: como ela mora em Curitiba, fazer o MBA em Agronegócios na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP) significava deixar o trabalho e viver em Piracicaba (SP).

Além disso, Lígia avaliou um bom custo-benefício -o valor do curso é R$ 14.260.

Para as estudantes, a modalidade não é sinônimo de pouco esforço. “É puxado, precisei de disciplina. É um investimento muito alto para não acompanhar”, diz Marciléia. O curso na FGV custa a partir de R$ 24 mil.

Segundo profissionais da área, esse é um perfil típico dos alunos de MBA a distância. “São pessoas mais experientes que vêm fazer o curso com um objetivo muito claro”, diz Pedro Marques, que coordena os MBAs a distância da Esalq-USP.

ESCOLHA CERTA

Na falta de ranking dos cursos nacionais, a saída é recorrer a instituições de prestígio.

“No currículo, pesa mais o nome da escola”, explica o gerente-executivo da consultoria de recrutamento Page Personnel, Ricardo Ribas.

Para ele, a expectativa é de que, a médio prazo, alunos de cursos a distância ocupem 50% do mercado. Mas hoje a realidade é outra. “O ensino a distância ainda enfrenta muito preconceito”, diz.

Também para os alunos, há pontos que podem ser melhorados, mesmo nas escolas consideradas de qualidade. “Alguns professores não são bons para aulas on-line. Eles precisam ter um perfil específico”, afirma Marciléia.

Preço

Fonte: Uol Educação

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