estimular a criatividade

Saiba como estimular a criatividade na educação

Para entender como estimular a criatividade na educação, primeiro é preciso compreender que qualquer pessoa pode ser mais criativa, basta que ela tenha os estímulos corretos. A pergunta é: será que os professores estão oferecendo os estímulos certos para tornar os alunos mais criativos?

Quando uma universidade separa aulas em disciplinas que não se relacionam, ela está estimulando os alunos a resolverem problemas com diferentes conhecimentos? Quando um professor ensina um conteúdo de cima para baixo, como uma verdade absoluta, está estimulando o aluno a ter pensamento crítico?

Neste artigo, vamos ajudar você a entender melhor o que é criatividade e como estimulá-la. Confira!

O que é criatividade?

Criatividade é a capacidade de o ser humano construir e/ou produzir algo inédito e original com um objetivo.

Algumas pessoas entendem erroneamente criatividade como um dom de um indivíduo, quando, de fato, a criatividade é uma habilidade adquirida para criar, inventar e inovar, seja no meio artístico ou científico.

Para a sociologia, a imaginação construtiva surge a partir de três variáveis:

  • o campo (os grupos sociais),
  • o domínio (a área ou a disciplina); e
  • o indivíduo.

De uma forma geral, pode-se afirmar que um sujeito criativo tem confiança em si mesmo, sensibilidade de percepção, capacidade intuitiva, imaginação, entusiasmo, domínio de uma área ou disciplina, curiosidade intelectual e um contexto social propício.

Agora que você entendeu um pouco melhor o que é criatividade, entenda o desafio.

Por que estimular a criatividade?

O prazo de validade de uma habilidade, que poderia ser de até 30 anos, caiu para apenas 5 anos. Por isso, ensinar o aluno a aprender a aprender e estimular a criatividade no processo educacional é cada vez mais importante.

Na pesquisa It takes more than a major: employer priorities for college learning and student success, realizada pela AAC&U and Hart Research Associates, aponta-se que os empregadores buscam um novo perfil de profissional. Confira alguns indicadores relevantes:

  • 95% dos empregadores priorizam “contratar pessoas com as habilidades intelectuais e interpessoais que os ajudarão a contribuir para a inovação no local de trabalho”;
  • 93% dos empregadores concordam que “os candidatos demonstrarem capacidade de pensar de forma crítica, comunicar-se claramente, e resolver problemas complexos é mais importante do que o curso de graduação;
  • 93% dos empregadores dizem que eles estão “pedindo para os funcionários assumirem mais responsabilidade e usarem um conjunto mais amplo de habilidades do que no passado”.

O Fórum Econômico Mundial (FEM) aponta que, até 2025, um em cada três postos de trabalho devem ser substituídos por tecnologia. Uma série de profissões será transformada enquanto tantas outras serão extintas.

Portanto, o modelo tradicional de ensino, em que o estudante é passivo em relação às informações recebidas e estuda com objetivo de ter boas notas e passar de ano, é cada vez mais criticado e substituído por metodologias ativas de aprendizagem.

O mercado de trabalho busca profissionais mais criativos, sendo assim, formar colaboradores para tarefas meramente operacionais significa não preparar o aluno para a indústria 4.0.

Como funciona o processo criativo?

Antes de saber o que fazer, é importante entender como funciona o processo criativo, mesmo que de maneira resumida.

Em síntese, podemos dizer que o processo criativo depende do nosso cérebro, que pode ser dividido em dois hemisférios: o esquerdo e o direito.

O hemisfério esquerdo do cérebro lida com a parte lógica racional da mente, ou seja, números, palavras, pensamento racional, listas e análises.

Em contrapartida, o hemisfério direito é associado à imaginação, divagações, produções visuais e emoções.

A criatividade, por ser um processo não linear, emocional e geralmente desorganizado seria uma produção do lado direito do cérebro. Contudo, essa não é a realidade.

O que realmente acontece durante o processo criativo é o uso de ambos os hemisférios, misturando a lógica dos números e das palavras com a habilidade de imaginar e sonhar acordado, gerando o que chamamos de criação.

Portanto, para aumentar a criatividade deve-se aprender a dosar o uso do lado emocional, de deixar os pensamentos livres e usar as emoções para criar. Mas também deve-se recorrer à lógica para organizar e filtrar ideias para colocá-las em prática.

A criatividade e a inovação precisam andar lado a lado para gerar valor.

O que fazer para estimular a criatividade?

Criatividade requer a união dos hemisférios esquerdo e direito do cérebro em prol de um pensamento original, não seguindo as normas pré-estabelecidas e não replicando o que já foi feito milhares de vezes.

Portanto, não basta derramar verdades absolutas em uma aula e exigir que os alunos as decorem, como ocorre na maioria das instituições de ensino.

Instituições renomadas, como Harvard e MIT, já adotam a educação liberal com o objetivo de proporcionar o desenvolvimento integral do ser humano.

A proposta é capacitar os alunos a desenvolver um senso de responsabilidade social, bem como fortes habilidades práticas e intelectuais que abrangem todas as áreas de estudo, tais como as habilidades de comunicação, análise de dados e de resolução de problemas. Com isso, inclui uma capacidade demonstrada para aplicar conhecimentos e habilidades em configurações do mundo real.

Como estimular a criatividade?

Em resumo, existem três ações que resultam no processo criativo ao serem colocadas em prática, são elas:

  • Atenção: refere-se ao momento que a pessoa enxerga um problema ou uma oportunidade;
  • Fuga: o indivíduo deixa de pensar apenas na realidade presente e abre a mente para novas conexões;
  • Movimento: a pessoa explora sua imaginação, gera novas ideias e faz conexões inéditas.

As metodologias ativas de aprendizagem são grandes aliadas do ensino da criatividade. Afinal, uma das melhores formas de ter mais estímulo à criatividade na educação é deixar que o aluno possa aplicar suas competências e conhecimento na prática com atividades guiadas por um profissional experiente.

Um bom exemplo de estratégia pedagógica eficaz para desenvolver a capacidade de resolução de problemas nos alunos, é a Aprendizagem Baseada em Projetos, que pode unir várias disciplinas para construção de conhecimento por intermédio de um trabalho longo e contínuo de estudo, cujo propósito é atender a uma indagação, a um desafio ou a um problema.

Junto com as informações teóricas, a realização de um projeto é uma forma de incentivar o aluno a ir além daquilo que aprendeu, explorar as possibilidades de outras áreas e, assim, fazê-lo ver que suas competências e trabalho são importantes.

Além disso, é importante trazer as aulas para a realidade dos alunos. O aprendizado com práticas aliadas às necessidades do mundo contemporâneo estimula os estudantes a buscarem soluções para problemas reais. Essa também pode ser considerada uma forma de valorizar o aluno, e evitar a evasão.

A modernização das instituições de ensino superior (IES) é necessária, pois, na preparação para o mercado de trabalho, as IES também precisam se mostrar efetivas para atender essa demanda. O ensino está cada vez mais em discussão social e passa por constantes reformas para acompanhar a mudança de comportamento da sociedade.

O fator de inovação e mudança não deve ser encarado com receio, mas sim como uma oportunidade de divulgar que a IES está em dia com as demandas de mercado.

Estimular a criatividade na educação é uma forma de reter os alunos nos cursos e atrair novos estudantes, preparando-os para a sua vida profissional.

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